sábado, 24 de julho de 2010

O Incômodo de "Alguns"


Há algum tempo atrás publiquei uma postagem chamada "Cazuza, Um Idiota Morto", que está em meus arquivos do BLOG. Recebi um determinado comentário de um certo "alguém" não concordando com o que havia publicado, até aí tudo bem, ninguém é igual a ninguém, e ninguém também deve concordar comigo, assim como não tenho a obrigação de concordar com "seu" ninguém, ou alguém, como queiram, o detalhe é que as publicações postas neste BLOG, são de minha opinião e gostem ou não é o que eu penso acerca desse "rapazinho", que influenciou e continua influenciando jovens de "miolo" mole. 

É bem óbvio que a educação é e sempre foi a base de tudo, e falar que "ah, meu filho escuta e mesmo assim é um bom filho". Muitas vezes acabamos nos decepcionando no futuro, também não estou dizendo que isso deva acontecer com todos, eu por exemplo já escutei um dia toda essa baboseira e graças a Deus nunca me deixei levar, mas sabemos também que as más influências está a espreitas 24 horas por dia. Resumindo, minha opinião é essa quer vocês gostem ou não, aqueles que se sentirem incomodados, simples de resolver, basta não acessar mais o BLOG, apesar de ser público, simplesmente não irei mudar minha opinião sobre um IDIOTA que acabou morto devivo suas atitudes inpensadas, e achar que isso é normal, e ainda por cima concordar com suas "Poesias" alienadas, a todos a PAZ do Senhor e fiquem com DEUS!!!

POR QUE JESUS DOBROU O LENÇO?

Por que Jesus dobrou o lenço?
Por que Jesus deixou os lençóis no sepulcro depois de sua ressurreição? 

João 20:7 nos conta que aquele lenço que foi colocado sobre a face de Jesus não foi deixado de lado como os lençóis do túmulo. A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço fora dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.


Bem - cedo pela manhã de domingo, Maria Madalena veio à tumba e descobriu que a pedra havia sido removida da entrada. Ela correu e encontrou Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus tanto amara, disse ela, ´´Eles tiraram o corpo do Senhor e eu não sei para onde eles o levaram. ´´
Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver. O outro discípulo passou a frente de Pedro e lá primeiro chegou. Ele parou e observou os lençóis lá, mas ele não entrou. Então Simão Pedro chegou e entrou. Ele também notou os lençóis deixados lá, enquanto o lenço que cobrira a face de Jesus estava dobrado e colocado em um lado.
“Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis,
E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.” (João 20:6-7)

Isto é importante? Definitivamente.
Isto é significante? Sim.

Para poder entender a significância do lenço dobrado, você tem que entender um pouco a respeito da tradição Hebraica daquela época. O lenço dobrado tem haver com o Amo e o Servo, e todo menino Judeu conhecia a tradição.
Quando o servo colocava a mesa de jantar para o seu amo ele buscava ter certeza em fazê-lo exatamente da maneira que seu senhor queria. A mesa era colocada perfeitamente e o mordomo (servo) esperaria fora da visão do seu senhor até que o mesmo terminasse a refeição. O servo não se atreveria nunca tocar a mesa antes que o amo tivesse terminado a refeição.
Se o senhor tivesse terminado a refeição, ele se levantaria, limparia seus dedos, sua boca e limparia sua barba e embolaria seu lenço e o jogaria sobre a mesa. Naquele tempo o lenço embolado queria dizer: Eu terminei.  

Se o senhor se levantasse, e deixasse o lenço dobrado ao lado do prato, o servo não ousaria em tocar a mesa porque ...  
o lenço dobrado queria dizer:   "Ainda não terminei. Eu voltarei " 

20 de Julho

Acontecimentos "coincidentes" nesta terça-feira 20 de julho : 9 de Av (Av =mes do calendário judaico):
1 - Nesta mesma data: Durante a travessia no deserto, o povo aceitou o relatório pessimista e sem confiança em Deus relatado pelos espias enviados à terra de Canaã, levando-os a vagarem pelo deserto, por mais 40 anos.
2 - Também, no mesmo dia, quase mil anos depois: A destruição do Primeiro Templo, em Jerusalém, pelos babilônios, liderados pelo rei Nabucodonossor, em 586 a.C.
3 - Coincidência? Porém, foi nesta mesma data que aconteceu a destruição do Segundo Templo, pelos romanos, sob o comando do imperador Tito, em 70 d.C.
Só sobrou o Muro das Lamentações...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quem Precisa de Israel?

Quem afinal precisa de Israel?
 
A pergunta acima, literalmente ou por insinuação, está sendo muito divulgada em nossos dias, enquanto indivíduos e governos procuram desesperadamente soluções permanentes no Oriente Médio.
            Muitos líderes políticos europeus e americanos — tendo ouvido as manifestações e a determinação de limpar Israel da face da terra, vindas de tipos como Yasser Arafat (da “Palestina”), Osama bin Laden (Arábia Saudita), Saddam Hussein (Iraque) e Mahmoud Ahmadinejad (Irã) e tantos outros indivíduos poderosos na região — estão chegando perigosamente ao ponto de decidir que o minúsculo país de Israel é o “espinho” da ordem mundial.
            O pensamento lógico seguinte é: “Quem precisa de Israel? Deixem que seja eliminado, deixem que sua população seja dispersa (ou tenha outro destino), e o Oriente Médio poderá confortavelmente se estabelecer numa harmoniosa comunidade islâmica de nações. Problema resolvido!”

            Que absurdo. Que cegueira suicida.

            Acabo de chegar de um evento importantíssimo na capital dos Estados Unidos. Uma organização chamada Christians United for Israel (Cristãos Unidos por Israel), reuniu 4.000 pessoas de todos os 50 estados em vários dias de sessões de instruções e estratégias, culminando num comício estimulante e poderoso no Centro de Convenções de Washington DC apresentando líderes judeus e os maiores líderes evangélicos celebrando as coisas que temos em comum e os laços que nos unem. No dia seguinte, vários milhares dos participantes se espalharam por Washington, fazendo lobby virtualmente com todos os deputados federais e senadores em favor de Israel e sua soberania.

            Por quê? Será que só nós não conseguíamos enxergar que todo esse esforço era inútil ou que estávamos nos preocupando desnecessariamente? Só nós não conseguíamos ver que o mundo seria melhor se Israel não existisse?

            Não, todos nós vemos claramente que o mundo precisa de Israel. O mundo inteiro.
            O que estou querendo dizer? Pense:
            Israel, o centésimo menor país do mundo, com menos de um milésimo da população mundial, pode se orgulhar de muitos avanços surpreendentes na sociedade em quase todas as áreas!
           
            O novo processador multi-core da Intel foi completamente desenvolvido em instalações localizadas em Israel. E o telefone celular, que hoje praticamente todo o mundo usa, foi desenvolvido em Israel pela Motorola, que tem o seu maior centro de desenvolvimento nesse pequeno país.

            A tecnologia de voz por Protocolo de Internet (VoIP) foi originada em Israel.
            O AirTrain JFK — o labirinto de trilho ferroviário de 13 km que liga o Aeroporto JFK ao trânsito de massa da Cidade de Nova Iorque — é protegido pelo sistema de vigilância Nextiva, desenvolvido em Israel.
            Bill Gates chama Israel de “um importante competidor no mundo da alta tecnologia”; a maior parte do sistema operacional Windows NT foi desenvolvida pela Microsoft de Israel; a tecnologia do chip Pentium MMX foi projetada em Israel pela Intel; tanto a Microsoft quanto a Cisco construíram suas únicas instalações R&D fora dos EUA em Israel; e, com mais de 3.000 empresas de alta tecnologia, Israel tem a concentração mais elevada de empresas de alta tecnologia no mundo fora do Vale do Silício.
            Entenda o seguinte fato: Israel lidera o mundo no número de cientistas e técnicos na força de trabalho, com 145 por 10.000 habitantes, em comparação com os EUA, que têm 85; 70 no Japão e menos de 60 na Alemanha. Com mais de 25 por cento de sua força de trabalho empregada em profissões técnicas, Israel lidera em primeiro lugar nessa categoria também!

            Os exemplos não param.


            O Instituto Weizmann de Ciência foi votado como “a melhor universidade do mundo para os biólogos conduzirem pesquisas”. Os pesquisadores de Israel…
            …descobriram o gatilho molecular que provoca a sarna.
            …desenvolveram o vazamento Ex-Press que dá alívio aos que sofrem de glaucoma.
            …descobriram um teste de sangue que diagnostica ataques de coração — pelo telefone!
            …descobriram uma combinação de estímulos elétricos e quimioterapia que faz com que as metástases cancerígenas desapareçam — e desenvolveram a primeira instrumentação de diagnóstico, totalmente computadorizada e sem radiação, para exames de câncer de mama!
            …projetaram o primeiro sistema de vôo que protege aviões de passageiros e de carga contra ataques de mísseis.
            …desenvolveram a primeira câmera de vídeo ingestível — tão minúscula que cabe numa pílula — usada para ver o intestino fino a partir de dentro, dando aos médicos a oportunidade de diagnosticar problemas digestivos e câncer!
            …aperfeiçoaram um novo dispositivo que ajuda diretamente o coração a bombear sangue, uma inovação com o potencial de salvar vidas entre as pessoas que têm insuficiência cardíaca congestiva, sincronizando as operações mecânicas do coração por meio de um sistema sofisticado de sensores.

            Essas são apenas algumas das contribuições recentes de Israel para o bem-estar do mundo.

            Não dá para enumerar aqui o número enorme de invenções em Israel. Falta de água, aquecimento global, viagem espacial, antivírus, antivaríola, pressão sanguínea, energia solar, paralisia, diabete, armazenamento de dados — esses e centenas mais — estão sendo estudados pelos cientistas de Israel. Eles são pioneiros na pesquisa de DNA, usando finíssimos fios para criar transistores humanos que podem literalmente se construir — e desempenhando um papel importante na identificação de um gene defeituoso que provoca uma doença rara e geralmente fatal em bebês árabes!

            Quem é que precisa de Israel? A pergunta certa é: quem é que não precisa de Israel?

            Israel produz, de longe, mais jornais científicos per capita do que qualquer nação; tem o maior número de empresas se abrindo no mundo inteiro, só perdendo para os EUA; é número 1 no mundo nos fundos de empresas emergentes, financiando todos esses avanços; sua economia de 100 bilhões de dólares é maior do que toda a economia de seus vizinhos próximos juntos; e Israel é a única democracia liberal no Oriente Médio.
            E embora mantenha, de longe, os mais elevados padrões de vida normal e renda per capita, ganhando até mesmo dos padrões da Inglaterra, Israel é a nação que mais absorve imigrantes na terra, proporcionalmente à sua população. É realmente uma maravilha sem paralelo em nosso tempo.
            Aonde quero chegar com tudo isso?
            Simplesmente que a própria idéia de eliminar ou mesmo desalojar Israel de sua pátria histórica é suicídio para o resto do mundo, não apenas para seus vizinhos árabes. Embora haja sinistras conseqüências bíblicas pronunciadas sobre aqueles que “amaldiçoam Israel”, há também bênçãos maravilhosas prometidas aos que “abençoam” Israel — e nós estamos vendo essas bênçãos reais, práticas e humanitárias se espalharem pelo mundo, abençoando toda a humanidade.
            Pare apenas por um segundo e imagine um mundo hoje que jamais conhecesse Israel. E então vá mais além: Considerando os padrões de vida, ideologias e atitudes israelenses para com todos os que ousam discordar deles, imagine como seria nosso mundo se os inimigos de Israel governassem o mundo. Você preferiria viver num Irã, Iraque, Síria ou Afeganistão? Ou Israel?
            Quem precisa de Israel? Vamos ser honestos. Todos nós precisamos.


 * Pat Boone, descendente do lendário Daniel Boone, já foi cantor de paradas de sucesso, estrela de seriados de TV, artista de Hollywood e escritor durante meio século. Ele é conhecido no Brasil pelo clássico filme A Cruz e o Punhal, onde ele faz o papel do Rev. David Wilkerson. Durante a era clássica do rock & roll na década de 1950, ele vendeu mais discos do que qualquer cantor, exceto Elvis Presley. Para conhecê-lo melhor, visite seu site em inglês.
 

domingo, 30 de maio de 2010

MEU NOME É “IKE”


Ele surgiu exatamente na hora em que o menino mais precisava
Por Gary Paulsen

            A maior parte de minha infância em Thief River Falls, Minnesota, foi muito solitária. Problemas familiares, enorme timidez e total falta de traquejo social causavam minha solidão. Por isso, praticar caça não foi apenas uma entrada para o mundo encantado – foi minha salvação.
            A partir dos 12 anos, eu vivia para caçar e pescar. Nos dias de aula, caçava pela manhã e à noite. Nas sextas-feiras eu me embrenhava na floresta e costumava passar lá o fim de semana.
            Mesmo assim, eu ainda não aprendera a amar a solidão como hoje. Quando via algo bonito – o sol entre as folhas, um cervo se esgueirando na contraluz - , tinha vontade de mostrar para alguém e dizer: “Olhe só!” Mas não havia ninguém para ouvir.
            Foi aí que encontrei Ike.
            Era o começo da temporada de caça ao pato. Acordei às 3 horas da madrugada, saí de nosso apartamento e andei quatro quarteirões até o pátio da estrada de ferro. Depois atravessei a ponte e segui pela margem do rio até entrar na floresta.
            Caminhar no escuro era difícil. Após mais de dois quilômetros, fiquei andando num pântano e tentei para a margem do rio onde o terreno era mais firme.
            A lama escorregava como graxa. Caí, mas consegui subir para a margem outra vez, segurando a espingarda com uma das mãos e agarrando as raízes das plantas com a outra. Quando  subi, uma parte do escuro se mexeu, chegou perto do meu rosto e fez “ulf”.
            Por um instante fiquei gelado.
Em seguida, afastei os arbustos e me joguei na rampa.


Enquanto isso, pensei:
 Um urso!      
Agarrei um cartucho no bolso e o coloquei na espingarda.
            Estava mirando o alvo quando algo me fez parar. O que quer que fosse, permanecera sentado no alto da margem do rio olhando para mim, embaixo. A luz só lhe marcava a silhueta. De um cachorro. Grande, preto, mas cachorro.
            Abaixei a espingarda e tirei a lama de meus olhos.
-          A quem você pertence? – perguntei.
O cachorro não se mexeu e tornei a subir a rampa.
-          Olá! – gritei em direção à floresta. – Seu cachorro está aqui!
Ninguém respondeu.
- Então você está perdido.
Animais perdidos costumam ser arredios e estar com fome. No entanto, esse cachorro – um labrador – estava bem alimentado e seu pêlo era farto. Ficou ao meu lado.
-          Bem – disse eu - , o que faço com você?
Quase por um impulso, acrescentei:
-          Quer caçar?
Ele conhecia aquela palavra. Bateu o rabo no chão e, agitado, foi para a beira do rio.
Eu nunca tinha caçado com um cachorro, mas comecei a segui-lo. Já havia luz suficiente para atirar, por isso preparei a espingarda. Não havíamos andado mais do que 45 metros quando dois patos selvagens surgiram dentro da densa vegetação à margem do rio e levantaram vôo.
Ergui a espingarda, engatilhei, mirei pouco acima do pato à minha direita e puxei o gatilho. Houve um estrondo e a ave caiu na água.
Antes, quando atirava em patos selvagens sobre o rio, tinha de esperar até a correnteza trazer o corpo para a margem. Dessa vez foi diferente. Com o cheiro da pólvora ainda no ar, o cachorro deu um grande salto e mergulhou. Agitando a água, foi em linha reta na direção do pato morto. Abocanhou-o delicadamente, virou-se e nadou de volta. Subiu a margem do rio e colocou-o ao lado do meu pé direito. Depois, afastou-se um pouco e sentou. A essa altura, o sol já tinha surgido e vi que o cachorro trazia coleira e identificação. Afaguei-o – ele permitiu, discretamente – e puxei a identificação.
Meu nome é Ike.
Era só o que dizia. Não tinha endereço nem o nome do dono.
-          Bem, Ike, obrigado por me trazer o pato.
Ele abanou a cauda e foi assim que tudo começou.
No resto da temporada, cacei no rio todos os dias de manhã cedo. Atravessava a ponte, chegava ao rio e lá estava Ike. No meio da segunda semana, achei que iríamos caçar juntos pelo resto da vida.
Terminada a caçada, ele caminhava a meu lado até chegarmos à ponte. Então, sentava e nada nesse mundo o fazia ir mais longe.
Eu tentava esperar para ver aonde ele ia. Mas assim que ficava óbvio que eu não queria ir embora, ele simplesmente deitava e dormia. Certa vez atravessei a ponte e me escondi atrás de uma construção para olhar. Ele ficou ali até eu sumir de vista, depois virou, seguiu na direção norte pelo rio e entrou na floresta.
Se a outra parte de sua vida era um mistério, quando juntos éramos amigos leais. Eu cozinhava mais um ovo para o sanduíche dele e se não havia pato, nós conversávamos. Quer dizer, eu falava. Ike sentava com a enorme cabeça apoiada em meu joelho, olhando-me com grandes olhos castanhos enquanto eu lhe fazia carinho e contava todos os meus problemas.
Nos fins de semana que passava ao ar livre, eu construía um alpendre e fazia fogueira. Ike se enroscava na beira do meu cobertor. Muitas vezes pela manhã eu o vi sob o cobertor ressonando, com meu braço por cima dele.
Era como se Ike sempre tivesse sido parte de minha vida. Até que, certa manhã, não apareceu. Esperei na ponte várias manhãs, porém não o vi mais. Achei que tivesse sido atropelado por um carro, ou os donos se tivessem mudado para outro lugar. Nunca mais soube dele. Senti muita falta de Ike.
Cresci e passei pela parte mais louca de minha vida, com os erros que todos os jovens cometem. Mais tarde, tornei-me a me interessar por cachorros – por cães condutores de trenó – e participei da corrida Iditarod no Alasca.
Depois da primeira corrida, voltei para Minnesota com muitos slides. Um de meus patrocinadores foi uma loja de artigos esportivos. Certa noite fiz uma projeção dos slides aberta ao público.
Havia na platéia um senhor numa cadeira de rodas. Quando contei que  Cookie, me cachorro-guia, tinha salvado a minha vida, seus olhos se encheram de lágrimas. Ele balançou a cabeça, concordando. Terminada a projeção, veio me cumprimentar.
-          Tive um cachorro como o seu Cookie, que salvou a minha vida.
-          Ah, você andava de trenó puxado por cães?
Ele negou.
-                     Não, nada disso. Eu morava em Thief River Falls quando fui convocado para a Guerra da Coréia. Tinha um labrador que costumava caçar comigo. Fui ferido e fiquei paralítico. Ao sair do hospital, ele estava me esperando. Passou o resto da vida ao meu lado. Sem meu cão, eu teria enlouquecido. Ficava horas conversando com ele...
Falou mais baixo e os olhos lacrimejaram.
-          Até hoje sinto falta dele.
Olhei para o homem e depois desviei o olhar pela janela. Era primavera e a neve estava derretendo, mas eu via um garoto de 13 anos com um labrador, de tocaia, à espera de um pato no outono.
Thief River Falls , foi o que ele disse, e Guerra da Coréia. A mesma época e o mesmo lugar.
-          Seu cachorro chamava-se Ike? – perguntei.
O homem sorriu e concordou.
-          Sim, mas como? Você o conheceu?!
Foi por isso que Ike nunca mais voltou. Tinha outra tarefa a cumprir.
- Sim, ele era meu amigo – respondi.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Devocional (Marcos 16: 15-20)


Assim diz a palavra do senhor:

15  E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
16  Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
17  E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;
18  Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.
19  Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus.
20  E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém.



Estudo da Palavra:



Acima observamos uma das passagens que causa muito desentendimentos entre as igrejas evangélicas, principalmente entre Fundamentalistas e Pentecostais. Os Pentecostais afirmam que a passagem acima é o indício de que o dom de línguas é lícito, assim como os dons demais, curas, etc.

Pois bem, aqui Jesus fala aos 11 discípulos antes de sua subida ao céu. Vemos que no versículo 17, Jesus dá ordens a quem? Aos discípulos "E estes sinais seguirão aos que crerem", porque isso fora dito? Porque alguns dos discípulos não acreditaram na ressurreição de Jesus Cristo, assim sendo Jesus foi enfático em afirmar que somente aquele que crêsse teria os dons, aqueles entre os 11 discípulos. "Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;" Falarão em novas línguas, o que isso realmente significa? No versículo 15 podemos observar que Jesus diz: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." e isso para um bom entendedor já basta, quando se faz hoje em dia uma viagem para qualquer país onde não prevalece a língua portuguesa o que acontece? Possívelmente ou você fica mudo ou busca a ajuda de um guia, para que possa haver comunicação, imaginem isso a mais de 2000 anos atrás, como seria? O Espírito Santo foi o mediador nessas pregações dos discípulos mundo afora, o falar outras línguas significa, falar na língua estrangeira, ou seja, assim como o que aconteceu em Pentecoste, voltaria a acontecer, naquele dia haviam muitos estrangeiros naquele lugar e todos começaram a falar em outras línguas, e cada um entendia na sua língua, vejam bem entendiam "na sua língua", não falavam línguas que não eram de entendimento, como se vê hoje, pergunto-lhes quando um pentecostal fala em línguaas estranhas quem entende o que está sendo dito? acredito que ninguém, e isso sim é estranha, pois nas passagens bíblicas que citam línguas estranhas não vemos as palavras afirmando falta de entendimento.

Se a maioria dos evangélicos acha que possuem mesmo o dom de cura e dons de línguas, porque esquecem alguns dons citados acima como o citado no versículo 18  "Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum;" Têm medo de serpentes por acaso? ou de beberem algo mortífero? Gente abram os olhos em relação aos enganadores assim como está escrito em Mateus 7:15 "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores."

Cada Cabeça tem seu guia, procure o verdaeiro guia em suas vidas "JESUS CRISTO" o único e verdadeiro caminho.

Abaixo veja mais um pouco do estudo sobre "PENTECOSTE"

As línguas no NT eram idiomas estrangeiros: Vejamos alguns textos:

          Atos 2.1-13: Este é o texto áureo sobre o dom de línguas e qualquer entendimento sobre o que é este dom deve partir deste texto. É neste momento que o Espírito vem sobre a Igreja no Pentecostes e concede o dom de línguas. Fica bem claro nesse texto que as línguas eram idiomas estrangeiros (6-11), por que: (1) é dito que os ouvintes eram de diversas partes do mundo e falavam diferentes idiomas (5 e 9-11); (2) é dito que os cristãos, apesar de serem todos judeus, começaram a falar nos idiomas dos seus ouvintes.

RESUMINDO: o milagre no Pentecostes foi que cada crente falou num idioma que nunca havia aprendido.
          Até mesmo os pentecostais hoje admitem que o dom de línguas em Atos 2 era idiomas estrangeiros. Eles, contudo, dizem que posteriormente, na Igreja, o Espírito concedeu um outro dom de línguas diferente do que ocorreu em Atos 2.

          ATENÇÃO: O livro de Atos não possui nenhum indicador de que um tipo diferente de dom de línguas do que é descrito em Atos 2 se manifestou após o Pentecostes. Aliás, a evidência aponta exatamente na direção contrária; ou seja, o dom de línguas que se manifesta posteriormente na Igreja é o mesmo dom que ocorreu no Pentecostes: idiomas estrangeiros.

          Atos 10.44-48; 11.15-18: Pedro declara enfaticamente que o dom de línguas que Cornélio e os seus receberam era o mesmo dom que eles haviam recebido em Pentecostes, ou seja, idiomas estrangeiros. Pedro inclusive faz desse fato a base para batizar gentios incircuncisos; e usa este fato para convencer os judeus em Jerusalém de que aos gentios fora dado o arrependimento e o derramamento o Espírito. 

          Atos 19.1-6: Se o dom de línguas manifestado em Éfeso fosse diferente do que foi manifestado no Pentecoste e na casa de Cornélio, Lucas certamente o teria registrado. Ao contrário, Lucas simplesmente diz que começaram a falar em línguas (glossa – o mesmo termo usado para o dom de línguas no pentecostes). O silencio de Lucas quanto a esse assunto só nos deixa com uma explicação: o dom de Línguas em Éfeso foi o mesmo dom visto no Pentecostes: idiomas estrangeiros.

          ATENÇÃO: duas observações importantes: (1) o episódio em Éfeso ocorreu depois da estada de Paulo em Corinto; logo o dom de línguas em Corinto é também idiomas estrangeiros como ocorreu nos outros casos. Lucas nada registra sobre o dom de línguas em Corinto, mas, dado o seu zelo e a sua fidelidade histórica, se o dom de línguas manifesto em Corinto fosse um dom diferente do Pentecostes, Lucas certamente o teria registrado; (2) Paulo plantou tanto a Igreja de Corinto quanto a de Éfeso, se o dom de línguas nestas duas igrejas fosse diferente do dom dado no Pentecostes, isso lançaria dúvidas sobre o apostolado de Paulo: porque na presença dos apóstolos de Jerusalém e sob a imposição de suas mãos se manifestava um dom de falar em idiomas estrangeiros, e na presença de Paulo, apenas uma fala extática? Logo, conclui-se que o dom de línguas em Corinto e Éfeso eram, também, idiomas estrangeiros.  

          Só resta um texto a ser analisado; 1Co 12-14: Uma das regras básicas da interpretação da Escritura é que a Escritura interpreta a Escritura. Ou seja, um texto mais claro lança luz sobre um texto mais obscuro. Uma vez que Paulo não menciona que o dom de línguas em Corinto era diferente do que se manifestou em Pentecostes, e em nenhum texto da Escritura se menciona a existência de outro dom de línguas que fosse diferente do que foi concedido no Pentecostes, é lícito que interpretemos 1 Coríntios 12-14 como tratando de um dom de falar em línguas estrangeiras, como em todos os outros textos. Contudo, fortes evidencias se apresentam neste texto: (1) o termo usado para línguas é o mesmo que foi usado para idiomas estrangeiros em Pentecostes (glossa); (2) Paulo cita um texto do AT que claramente fala de idiomas estrangeiros para explicar o fenômeno que ocorria em Corinto (1Co 14.21 – Is 28.11,12; Dt 28.49), o que deixa claro que as línguas manifestadas em Corinto eram idiomas estrangeiros, como havia sido profetizado no AT; (3) as línguas em Corinto eram traduzíveis (1Co 14), o que reforça a tese de que eram idiomas estrangeiros.

          Obs: alguns tem dito que estas línguas eram línguas de anjos; mas, em 1Co 13, Paulo está, claramente, extrapolando, e não afirmando que alguém fala de fato língua de anjos. É obvio que ninguém fala todos os idiomas humanos; nem tem fé que possa transportar montes; nem conhece todos os mistérios de Deus e tem um conhecimento perfeito e completo sobre Deus.

          CONCLUINDO: Não há nenhuma razão para crermos, sem distorcer o texto bíblico, que as línguas em Corinto eram línguas extáticas e não idiomas estrangeiros. Qualquer interpretação do dom de línguas em Corinto deve então, respeitar o próprio contexto da carta aos coríntios, bem como o restante das evidencias do NT: as línguas eram idiomas estrangeiros.

          Línguas hoje: À luz do que a Bíblia diz sobre o dom de línguas, concluímos que se este dom permanecesse hoje ele teria que ser o dom de falar em idiomas estrangeiros desconhecidos do orador. Mas, o que se vê hoje são, não idiomas estrangeiros, mas línguas estáticas. Os pentecostais, quando entram num povo ou tribo, precisam estudar e aprender o idioma tanto quanto os tradicionais. Portanto, o que se manifesta hoje não é o dom de línguas, e, somos forçados a concluir, não é um dom do Espírito; logo, proibi-lo na igreja não é desobedecer a ordem de Paulo de não proibir o falar em línguas (1Co 14:39)
 

quarta-feira, 12 de maio de 2010

É Preciso Falar


Um entendimento da doutrina marxista da separação da igreja e o Estado é urgentemente necessário, porque há uma crescente confusão entre a visão marxista e a posição dos estados livres e democráticos (como expresso na fundação dos Estados Unidos).
No mundo marxista, como pôde ser visto com clareza na antiga União Soviética, a separação da igreja e o Estado significa que a igreja deve ser totalmente separada de cada área da vida e pensamento. As igrejas não tinham permissão de educar ou influenciar a educação, muito menos influenciar o Estado. Como as crianças eram vistas como propriedade do Estado, nenhuma igreja poderia influenciar ou ensinar as crianças. Em todas as esferas, instituições religiosas eram isoladas do mundo e da vida dos seus tempos, pois requer-se-ia que elas fossem irrelevantes e impotentes. Na visão marxista, a separação da igreja e o Estado é um grande obstáculo legal imposto sobre o ministério de ensino e pregação das igrejas. É na verdade uma separação da relevância, do poder de influenciar, e da liberdade para funcionar.
Na visão americana histórica, a Primeira Emenda coloca todas as restrições sobre o governo federal, que é impedido de estabelecer, governar, controlar ou regular a igreja. A visão marxista algema a igreja; a visão americana algema o Estado.
Porém, em anos recentes, o Estado, Congresso, os tribunais e vários presidentes americanos têm manifestado, em diferentes graus, uma aderência à visão marxista. Assim como o poder estatal invadiu todas as outras esferas da sociedade, inclusive a família, agora ele está invadindo a fé. Assegura-se que o Estado tenha total jurisdição sobre cada esfera, e os tribunais em anos recentes têm se pronunciado sobre absurdos tais como código de vestimenta nas escolas e tamanho do cabelo de um garoto. Nenhuma questão é demasiadamente insignificante para ser ignorada pelos tribunais em seu zelo por jurisdição totalitária. Sem serem marxistas, eles compartilham da crença marxista da jurisdição total do Estado. Como esperado, eles estão se movendo na mesma direção.
Isso não deveria nos surpreender. Dada a crença humanista no homem como absoluto, qualquer liberdade ou poder alegado pelas igrejas é visto como irrelevante ou errado. O humanista está apenas sendo fiel à sua fé antropocêntrica, às suas pressuposições.
O fato triste é que muitos teólogos compartilham da visão marxista. Para eles a separação da igreja e o Estado significa que as igrejas nunca devem se envolver com algo que seja de preocupação política ou social. Assim sendo, não nos é permitido nos posicionar ou pregar sobre aborto, homossexualidade, eutanásia e questões semelhantes no púlpito, e nem mesmo nas instalações da igreja. Tais assuntos, insistem eles, são “políticos” e “violam” a separação da igreja e o Estado. Eles chamam de ortodoxia a sua confusão, covardia e heresia.
Os profetas, pregadores de Deus de outrora, eram ordenados pelo Senhor a proclamarem a lei-palavra de Deus a respeito a todas as coisas e a corrigir e repreender reis e governadores. Quando o nosso Senhor Jesus promete aos Seus discípulos que eles seriam levados diante de governadores e reis por Sua causa, e “para testemunho contra eles” (Mateus 10:18), ele não quis dizer que então eles deveriam repudiar a fé, ignorar o aborto e o homossexualismo, e ficarem calados sobre os pecados do Estado!
Ninguém, a não ser Deus, pode impor limites para as áreas de testemunho e pregação da Palavra de Deus, as Sagradas Escrituras, pelos que crêem, formam as igrejas, perseveram na obediência à Palavra e temem ao SENHOR.