quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SOS Casamentos

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua
mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e
jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que
dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o
assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente
perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os
talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não
conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um
motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta
satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela
mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando
para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com
quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu
fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria
atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela
começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me
senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio
nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais
perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na
mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi
imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a
Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa,
escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria
nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela
pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de
forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso
filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente
propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o
rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me
lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no
dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a
carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela
estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar
meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e
achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições
assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar
o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito
tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia,
foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai
está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram
constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de
entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha
esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o
nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e
então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da
casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o
escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu
peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi
que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente
tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto,
seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve
muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia
feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior
com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a
mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a
cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez
meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou
uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um
suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu
então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a
facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega
tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei
o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora
de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão
todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa
abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos
segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que
estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus
braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da
casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o
meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a
segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas
pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando
estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade
com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro
endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de
idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a
porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me
divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com
febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu
não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não
soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta
de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha
esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la
até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a
porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei
para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê
de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria
de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus
braços todas as manhãs até que a morte nos separe".
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e
um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde
encontrei minha esposa deitada na cama - morta.

Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas
eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado
com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos
efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos
proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã.
Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num
relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro
no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não
proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser
amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para
mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.

Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento.

Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam
tão perto do sucesso e preferiram desistir..

UM CASAMENTO CENTRADO EM CRISTO É UM CASAMENTO QUE DURA UMA VIDA TODA.

O Anúncio

 O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:
- Sr. Bilac estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio de venda para o jornal?
Olavo Bilac após conhecer o sítio do amigo, apanhou o papel e escreveu:
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.
Nem penso mais nisso, disse o homem, quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!
Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás de miragens e falsos tesouros.
Valorize o que você tem, a pessoa que está ao seu lado, os amigos que estão perto de você, o emprego que Deus lhe deu, o conhecimento que você adquiriu, a sua saúde, o sorriso, enfim, tudo aquilo que nosso Deus nos proporciona diariamente para o nosso crescimento espiritual. Querer mais é legítimo e traz prosperidade, contudo, vale lembrar-se com carinho e agradecer toda conquista.

sábado, 24 de julho de 2010

O Incômodo de "Alguns"


Há algum tempo atrás publiquei uma postagem chamada "Cazuza, Um Idiota Morto", que está em meus arquivos do BLOG. Recebi um determinado comentário de um certo "alguém" não concordando com o que havia publicado, até aí tudo bem, ninguém é igual a ninguém, e ninguém também deve concordar comigo, assim como não tenho a obrigação de concordar com "seu" ninguém, ou alguém, como queiram, o detalhe é que as publicações postas neste BLOG, são de minha opinião e gostem ou não é o que eu penso acerca desse "rapazinho", que influenciou e continua influenciando jovens de "miolo" mole. 

É bem óbvio que a educação é e sempre foi a base de tudo, e falar que "ah, meu filho escuta e mesmo assim é um bom filho". Muitas vezes acabamos nos decepcionando no futuro, também não estou dizendo que isso deva acontecer com todos, eu por exemplo já escutei um dia toda essa baboseira e graças a Deus nunca me deixei levar, mas sabemos também que as más influências está a espreitas 24 horas por dia. Resumindo, minha opinião é essa quer vocês gostem ou não, aqueles que se sentirem incomodados, simples de resolver, basta não acessar mais o BLOG, apesar de ser público, simplesmente não irei mudar minha opinião sobre um IDIOTA que acabou morto devivo suas atitudes inpensadas, e achar que isso é normal, e ainda por cima concordar com suas "Poesias" alienadas, a todos a PAZ do Senhor e fiquem com DEUS!!!

POR QUE JESUS DOBROU O LENÇO?

Por que Jesus dobrou o lenço?
Por que Jesus deixou os lençóis no sepulcro depois de sua ressurreição? 

João 20:7 nos conta que aquele lenço que foi colocado sobre a face de Jesus não foi deixado de lado como os lençóis do túmulo. A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço fora dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.


Bem - cedo pela manhã de domingo, Maria Madalena veio à tumba e descobriu que a pedra havia sido removida da entrada. Ela correu e encontrou Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus tanto amara, disse ela, ´´Eles tiraram o corpo do Senhor e eu não sei para onde eles o levaram. ´´
Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver. O outro discípulo passou a frente de Pedro e lá primeiro chegou. Ele parou e observou os lençóis lá, mas ele não entrou. Então Simão Pedro chegou e entrou. Ele também notou os lençóis deixados lá, enquanto o lenço que cobrira a face de Jesus estava dobrado e colocado em um lado.
“Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis,
E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.” (João 20:6-7)

Isto é importante? Definitivamente.
Isto é significante? Sim.

Para poder entender a significância do lenço dobrado, você tem que entender um pouco a respeito da tradição Hebraica daquela época. O lenço dobrado tem haver com o Amo e o Servo, e todo menino Judeu conhecia a tradição.
Quando o servo colocava a mesa de jantar para o seu amo ele buscava ter certeza em fazê-lo exatamente da maneira que seu senhor queria. A mesa era colocada perfeitamente e o mordomo (servo) esperaria fora da visão do seu senhor até que o mesmo terminasse a refeição. O servo não se atreveria nunca tocar a mesa antes que o amo tivesse terminado a refeição.
Se o senhor tivesse terminado a refeição, ele se levantaria, limparia seus dedos, sua boca e limparia sua barba e embolaria seu lenço e o jogaria sobre a mesa. Naquele tempo o lenço embolado queria dizer: Eu terminei.  

Se o senhor se levantasse, e deixasse o lenço dobrado ao lado do prato, o servo não ousaria em tocar a mesa porque ...  
o lenço dobrado queria dizer:   "Ainda não terminei. Eu voltarei " 

20 de Julho

Acontecimentos "coincidentes" nesta terça-feira 20 de julho : 9 de Av (Av =mes do calendário judaico):
1 - Nesta mesma data: Durante a travessia no deserto, o povo aceitou o relatório pessimista e sem confiança em Deus relatado pelos espias enviados à terra de Canaã, levando-os a vagarem pelo deserto, por mais 40 anos.
2 - Também, no mesmo dia, quase mil anos depois: A destruição do Primeiro Templo, em Jerusalém, pelos babilônios, liderados pelo rei Nabucodonossor, em 586 a.C.
3 - Coincidência? Porém, foi nesta mesma data que aconteceu a destruição do Segundo Templo, pelos romanos, sob o comando do imperador Tito, em 70 d.C.
Só sobrou o Muro das Lamentações...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quem Precisa de Israel?

Quem afinal precisa de Israel?
 
A pergunta acima, literalmente ou por insinuação, está sendo muito divulgada em nossos dias, enquanto indivíduos e governos procuram desesperadamente soluções permanentes no Oriente Médio.
            Muitos líderes políticos europeus e americanos — tendo ouvido as manifestações e a determinação de limpar Israel da face da terra, vindas de tipos como Yasser Arafat (da “Palestina”), Osama bin Laden (Arábia Saudita), Saddam Hussein (Iraque) e Mahmoud Ahmadinejad (Irã) e tantos outros indivíduos poderosos na região — estão chegando perigosamente ao ponto de decidir que o minúsculo país de Israel é o “espinho” da ordem mundial.
            O pensamento lógico seguinte é: “Quem precisa de Israel? Deixem que seja eliminado, deixem que sua população seja dispersa (ou tenha outro destino), e o Oriente Médio poderá confortavelmente se estabelecer numa harmoniosa comunidade islâmica de nações. Problema resolvido!”

            Que absurdo. Que cegueira suicida.

            Acabo de chegar de um evento importantíssimo na capital dos Estados Unidos. Uma organização chamada Christians United for Israel (Cristãos Unidos por Israel), reuniu 4.000 pessoas de todos os 50 estados em vários dias de sessões de instruções e estratégias, culminando num comício estimulante e poderoso no Centro de Convenções de Washington DC apresentando líderes judeus e os maiores líderes evangélicos celebrando as coisas que temos em comum e os laços que nos unem. No dia seguinte, vários milhares dos participantes se espalharam por Washington, fazendo lobby virtualmente com todos os deputados federais e senadores em favor de Israel e sua soberania.

            Por quê? Será que só nós não conseguíamos enxergar que todo esse esforço era inútil ou que estávamos nos preocupando desnecessariamente? Só nós não conseguíamos ver que o mundo seria melhor se Israel não existisse?

            Não, todos nós vemos claramente que o mundo precisa de Israel. O mundo inteiro.
            O que estou querendo dizer? Pense:
            Israel, o centésimo menor país do mundo, com menos de um milésimo da população mundial, pode se orgulhar de muitos avanços surpreendentes na sociedade em quase todas as áreas!
           
            O novo processador multi-core da Intel foi completamente desenvolvido em instalações localizadas em Israel. E o telefone celular, que hoje praticamente todo o mundo usa, foi desenvolvido em Israel pela Motorola, que tem o seu maior centro de desenvolvimento nesse pequeno país.

            A tecnologia de voz por Protocolo de Internet (VoIP) foi originada em Israel.
            O AirTrain JFK — o labirinto de trilho ferroviário de 13 km que liga o Aeroporto JFK ao trânsito de massa da Cidade de Nova Iorque — é protegido pelo sistema de vigilância Nextiva, desenvolvido em Israel.
            Bill Gates chama Israel de “um importante competidor no mundo da alta tecnologia”; a maior parte do sistema operacional Windows NT foi desenvolvida pela Microsoft de Israel; a tecnologia do chip Pentium MMX foi projetada em Israel pela Intel; tanto a Microsoft quanto a Cisco construíram suas únicas instalações R&D fora dos EUA em Israel; e, com mais de 3.000 empresas de alta tecnologia, Israel tem a concentração mais elevada de empresas de alta tecnologia no mundo fora do Vale do Silício.
            Entenda o seguinte fato: Israel lidera o mundo no número de cientistas e técnicos na força de trabalho, com 145 por 10.000 habitantes, em comparação com os EUA, que têm 85; 70 no Japão e menos de 60 na Alemanha. Com mais de 25 por cento de sua força de trabalho empregada em profissões técnicas, Israel lidera em primeiro lugar nessa categoria também!

            Os exemplos não param.


            O Instituto Weizmann de Ciência foi votado como “a melhor universidade do mundo para os biólogos conduzirem pesquisas”. Os pesquisadores de Israel…
            …descobriram o gatilho molecular que provoca a sarna.
            …desenvolveram o vazamento Ex-Press que dá alívio aos que sofrem de glaucoma.
            …descobriram um teste de sangue que diagnostica ataques de coração — pelo telefone!
            …descobriram uma combinação de estímulos elétricos e quimioterapia que faz com que as metástases cancerígenas desapareçam — e desenvolveram a primeira instrumentação de diagnóstico, totalmente computadorizada e sem radiação, para exames de câncer de mama!
            …projetaram o primeiro sistema de vôo que protege aviões de passageiros e de carga contra ataques de mísseis.
            …desenvolveram a primeira câmera de vídeo ingestível — tão minúscula que cabe numa pílula — usada para ver o intestino fino a partir de dentro, dando aos médicos a oportunidade de diagnosticar problemas digestivos e câncer!
            …aperfeiçoaram um novo dispositivo que ajuda diretamente o coração a bombear sangue, uma inovação com o potencial de salvar vidas entre as pessoas que têm insuficiência cardíaca congestiva, sincronizando as operações mecânicas do coração por meio de um sistema sofisticado de sensores.

            Essas são apenas algumas das contribuições recentes de Israel para o bem-estar do mundo.

            Não dá para enumerar aqui o número enorme de invenções em Israel. Falta de água, aquecimento global, viagem espacial, antivírus, antivaríola, pressão sanguínea, energia solar, paralisia, diabete, armazenamento de dados — esses e centenas mais — estão sendo estudados pelos cientistas de Israel. Eles são pioneiros na pesquisa de DNA, usando finíssimos fios para criar transistores humanos que podem literalmente se construir — e desempenhando um papel importante na identificação de um gene defeituoso que provoca uma doença rara e geralmente fatal em bebês árabes!

            Quem é que precisa de Israel? A pergunta certa é: quem é que não precisa de Israel?

            Israel produz, de longe, mais jornais científicos per capita do que qualquer nação; tem o maior número de empresas se abrindo no mundo inteiro, só perdendo para os EUA; é número 1 no mundo nos fundos de empresas emergentes, financiando todos esses avanços; sua economia de 100 bilhões de dólares é maior do que toda a economia de seus vizinhos próximos juntos; e Israel é a única democracia liberal no Oriente Médio.
            E embora mantenha, de longe, os mais elevados padrões de vida normal e renda per capita, ganhando até mesmo dos padrões da Inglaterra, Israel é a nação que mais absorve imigrantes na terra, proporcionalmente à sua população. É realmente uma maravilha sem paralelo em nosso tempo.
            Aonde quero chegar com tudo isso?
            Simplesmente que a própria idéia de eliminar ou mesmo desalojar Israel de sua pátria histórica é suicídio para o resto do mundo, não apenas para seus vizinhos árabes. Embora haja sinistras conseqüências bíblicas pronunciadas sobre aqueles que “amaldiçoam Israel”, há também bênçãos maravilhosas prometidas aos que “abençoam” Israel — e nós estamos vendo essas bênçãos reais, práticas e humanitárias se espalharem pelo mundo, abençoando toda a humanidade.
            Pare apenas por um segundo e imagine um mundo hoje que jamais conhecesse Israel. E então vá mais além: Considerando os padrões de vida, ideologias e atitudes israelenses para com todos os que ousam discordar deles, imagine como seria nosso mundo se os inimigos de Israel governassem o mundo. Você preferiria viver num Irã, Iraque, Síria ou Afeganistão? Ou Israel?
            Quem precisa de Israel? Vamos ser honestos. Todos nós precisamos.


 * Pat Boone, descendente do lendário Daniel Boone, já foi cantor de paradas de sucesso, estrela de seriados de TV, artista de Hollywood e escritor durante meio século. Ele é conhecido no Brasil pelo clássico filme A Cruz e o Punhal, onde ele faz o papel do Rev. David Wilkerson. Durante a era clássica do rock & roll na década de 1950, ele vendeu mais discos do que qualquer cantor, exceto Elvis Presley. Para conhecê-lo melhor, visite seu site em inglês.
 

domingo, 30 de maio de 2010

MEU NOME É “IKE”


Ele surgiu exatamente na hora em que o menino mais precisava
Por Gary Paulsen

            A maior parte de minha infância em Thief River Falls, Minnesota, foi muito solitária. Problemas familiares, enorme timidez e total falta de traquejo social causavam minha solidão. Por isso, praticar caça não foi apenas uma entrada para o mundo encantado – foi minha salvação.
            A partir dos 12 anos, eu vivia para caçar e pescar. Nos dias de aula, caçava pela manhã e à noite. Nas sextas-feiras eu me embrenhava na floresta e costumava passar lá o fim de semana.
            Mesmo assim, eu ainda não aprendera a amar a solidão como hoje. Quando via algo bonito – o sol entre as folhas, um cervo se esgueirando na contraluz - , tinha vontade de mostrar para alguém e dizer: “Olhe só!” Mas não havia ninguém para ouvir.
            Foi aí que encontrei Ike.
            Era o começo da temporada de caça ao pato. Acordei às 3 horas da madrugada, saí de nosso apartamento e andei quatro quarteirões até o pátio da estrada de ferro. Depois atravessei a ponte e segui pela margem do rio até entrar na floresta.
            Caminhar no escuro era difícil. Após mais de dois quilômetros, fiquei andando num pântano e tentei para a margem do rio onde o terreno era mais firme.
            A lama escorregava como graxa. Caí, mas consegui subir para a margem outra vez, segurando a espingarda com uma das mãos e agarrando as raízes das plantas com a outra. Quando  subi, uma parte do escuro se mexeu, chegou perto do meu rosto e fez “ulf”.
            Por um instante fiquei gelado.
Em seguida, afastei os arbustos e me joguei na rampa.


Enquanto isso, pensei:
 Um urso!      
Agarrei um cartucho no bolso e o coloquei na espingarda.
            Estava mirando o alvo quando algo me fez parar. O que quer que fosse, permanecera sentado no alto da margem do rio olhando para mim, embaixo. A luz só lhe marcava a silhueta. De um cachorro. Grande, preto, mas cachorro.
            Abaixei a espingarda e tirei a lama de meus olhos.
-          A quem você pertence? – perguntei.
O cachorro não se mexeu e tornei a subir a rampa.
-          Olá! – gritei em direção à floresta. – Seu cachorro está aqui!
Ninguém respondeu.
- Então você está perdido.
Animais perdidos costumam ser arredios e estar com fome. No entanto, esse cachorro – um labrador – estava bem alimentado e seu pêlo era farto. Ficou ao meu lado.
-          Bem – disse eu - , o que faço com você?
Quase por um impulso, acrescentei:
-          Quer caçar?
Ele conhecia aquela palavra. Bateu o rabo no chão e, agitado, foi para a beira do rio.
Eu nunca tinha caçado com um cachorro, mas comecei a segui-lo. Já havia luz suficiente para atirar, por isso preparei a espingarda. Não havíamos andado mais do que 45 metros quando dois patos selvagens surgiram dentro da densa vegetação à margem do rio e levantaram vôo.
Ergui a espingarda, engatilhei, mirei pouco acima do pato à minha direita e puxei o gatilho. Houve um estrondo e a ave caiu na água.
Antes, quando atirava em patos selvagens sobre o rio, tinha de esperar até a correnteza trazer o corpo para a margem. Dessa vez foi diferente. Com o cheiro da pólvora ainda no ar, o cachorro deu um grande salto e mergulhou. Agitando a água, foi em linha reta na direção do pato morto. Abocanhou-o delicadamente, virou-se e nadou de volta. Subiu a margem do rio e colocou-o ao lado do meu pé direito. Depois, afastou-se um pouco e sentou. A essa altura, o sol já tinha surgido e vi que o cachorro trazia coleira e identificação. Afaguei-o – ele permitiu, discretamente – e puxei a identificação.
Meu nome é Ike.
Era só o que dizia. Não tinha endereço nem o nome do dono.
-          Bem, Ike, obrigado por me trazer o pato.
Ele abanou a cauda e foi assim que tudo começou.
No resto da temporada, cacei no rio todos os dias de manhã cedo. Atravessava a ponte, chegava ao rio e lá estava Ike. No meio da segunda semana, achei que iríamos caçar juntos pelo resto da vida.
Terminada a caçada, ele caminhava a meu lado até chegarmos à ponte. Então, sentava e nada nesse mundo o fazia ir mais longe.
Eu tentava esperar para ver aonde ele ia. Mas assim que ficava óbvio que eu não queria ir embora, ele simplesmente deitava e dormia. Certa vez atravessei a ponte e me escondi atrás de uma construção para olhar. Ele ficou ali até eu sumir de vista, depois virou, seguiu na direção norte pelo rio e entrou na floresta.
Se a outra parte de sua vida era um mistério, quando juntos éramos amigos leais. Eu cozinhava mais um ovo para o sanduíche dele e se não havia pato, nós conversávamos. Quer dizer, eu falava. Ike sentava com a enorme cabeça apoiada em meu joelho, olhando-me com grandes olhos castanhos enquanto eu lhe fazia carinho e contava todos os meus problemas.
Nos fins de semana que passava ao ar livre, eu construía um alpendre e fazia fogueira. Ike se enroscava na beira do meu cobertor. Muitas vezes pela manhã eu o vi sob o cobertor ressonando, com meu braço por cima dele.
Era como se Ike sempre tivesse sido parte de minha vida. Até que, certa manhã, não apareceu. Esperei na ponte várias manhãs, porém não o vi mais. Achei que tivesse sido atropelado por um carro, ou os donos se tivessem mudado para outro lugar. Nunca mais soube dele. Senti muita falta de Ike.
Cresci e passei pela parte mais louca de minha vida, com os erros que todos os jovens cometem. Mais tarde, tornei-me a me interessar por cachorros – por cães condutores de trenó – e participei da corrida Iditarod no Alasca.
Depois da primeira corrida, voltei para Minnesota com muitos slides. Um de meus patrocinadores foi uma loja de artigos esportivos. Certa noite fiz uma projeção dos slides aberta ao público.
Havia na platéia um senhor numa cadeira de rodas. Quando contei que  Cookie, me cachorro-guia, tinha salvado a minha vida, seus olhos se encheram de lágrimas. Ele balançou a cabeça, concordando. Terminada a projeção, veio me cumprimentar.
-          Tive um cachorro como o seu Cookie, que salvou a minha vida.
-          Ah, você andava de trenó puxado por cães?
Ele negou.
-                     Não, nada disso. Eu morava em Thief River Falls quando fui convocado para a Guerra da Coréia. Tinha um labrador que costumava caçar comigo. Fui ferido e fiquei paralítico. Ao sair do hospital, ele estava me esperando. Passou o resto da vida ao meu lado. Sem meu cão, eu teria enlouquecido. Ficava horas conversando com ele...
Falou mais baixo e os olhos lacrimejaram.
-          Até hoje sinto falta dele.
Olhei para o homem e depois desviei o olhar pela janela. Era primavera e a neve estava derretendo, mas eu via um garoto de 13 anos com um labrador, de tocaia, à espera de um pato no outono.
Thief River Falls , foi o que ele disse, e Guerra da Coréia. A mesma época e o mesmo lugar.
-          Seu cachorro chamava-se Ike? – perguntei.
O homem sorriu e concordou.
-          Sim, mas como? Você o conheceu?!
Foi por isso que Ike nunca mais voltou. Tinha outra tarefa a cumprir.
- Sim, ele era meu amigo – respondi.