terça-feira, 14 de agosto de 2012

Contando com Deus na Criação de Filhos

CONTANDO COM DEUS NA CRIAÇÃO DE FILHOS - Efésios 6:4

I. As RESPONSABILIDADES dos PAIS com os FILHOS. A Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, nos dar instruções.

1. Em Efésios capítulo 6 versículo 4 diz: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”. - onde vamos encontrar esta “disciplina e admoestação” ? - na Bíblia, cito abaixo algumas:



a) Provérbios 13:24 - “O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga”

b) Provérbios 19:18a – “Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não deixes que o teu ânimo se exalte até o matar”

c) Pv. 20:11 - Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta.

d) Provérbios 22:15 – “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”.

e) Pv. 22:6 – Educa (ensina) a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.

f) Provérbios 23:13a – “Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá.” 

g) Pv. 29:15 - A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe.

h) Pv. 29:17 - Castiga o teu filho, e te dará descanso; e dará delícias à tua alma.



Tem muitos outros. Provérbios ainda mostra as conseqüências dos que não agem correto, e o mundo está mostrando isto claramente: pais choram por causa dos filhos; filhos erram por causa dos pais que não estão ensinando, disciplinando; filhos desobedientes e atrevidos, matando pais; pais matando filhos; filhos desprezando pais, só tem interesse mas não respeitam, e por aí vai... 

   

II. A FAMÍLIA DESEMPENHA UM PAPEL IMPORTANTE NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS.

O ambiente saudável para uma criança, começa com a união dos pais, a maneira como os conjuges se portam um com o outro, respeitando, amando, ajudando, demonstrando amor um pelo outro e pela criança, etc. Com tudo isto e mais todos os ensinamentos acima você criará um cidadão ou uma cidadã obediente aos pais e aos mais velhos, íntegra, respeitada, bem sucedida, etc.

Mães, pais e outras pessoas próximas à família podem passar valores que conduzam as crianças às decisões certas ou erradas. Dentro de um ambiente acolhedor, as crianças têm a oportunidade de falar o que pensam e de compartilhar seus sentimentos. A infância deve ser divertida; criança têm que ser criança, brincadeiras de criança, ambiente de criança, brincar com outras crianças, com a presença da mãe ou pai ou responsável!




PESQUISA ESTATÍSTICA:

Uma pesquisa inédita realizada por professores do Departamento de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto mostrou que o número de casos de violência contra crianças é maior do que as estatísticas divulgada pelos órgãos oficiais. O trabalho também mostra que, diferentemente do que muitas pessoas pensam, a violência doméstica atinge todas as classes sociais.

A professora e psicóloga Marina Rezende Bazon pesquisou a violência doméstica contra crianças em escolas públicas e privadas de 25 cidades da região. As entrevistas foram feitas com os professores porque, segundo a pesquisadora, eles conseguem identificar melhor os sinais de maus tratos.

A taxa de violência infantil encontrada na pesquisa foi maior do que a divulgada pelos órgãos oficiais. Em Ribeirão Preto, por exemplo, em média, 5,7% das crianças, de zero a dez anos sofrem maus tratos.

A pesquisa revelou que as cidades com taxas mais altas de violência são as que possuem menor número de moradores. Na região de Ribeirão Preto, em Santa Cruz da Esperança, 10% das crianças entre zero e dez anos são vítimas de violência doméstica. Já em Santo Antônio da Alegria, o índice é de 9% e, em Dumond, de 7%.

Os dados mostram também que em Ribeirão Preto 8% das crianças de zero a seis anos sofrem mais com a negligência. Já 3,9% das crianças na faixa entre sete e dez anos são vítimas de agressões físicas. Segundo a psicóloga, a violência infantil é registrada em todas as classes sociais, com a mesma probabilidade.

Marina Rezende Bazon compara a gravidade dos números revelados na pesquisa com o índice de Aids no Brasil. “A taxa de casos Aids no Brasil chega a 0,65%. E só em Ribeirão Preto, a taxa de violência infantil é de 5,7%”, analisa.

É muito triste saber que existe no mundo crianças que não são tratadas como criança, com carinho, atenção, amor ... uma prova da falta de Deus na vida da humanidade, cada um vive de acordo com o que for melhor pra si.



III. JESUS tem a solução.

No Evangelho de João no capítulo 3 – conta a história de Nicodemos, um homem muito importante da lei, ele ficou elogiando Jesus pelos milagres e sinais que tinha feito, disse que Jesus tinha realmente vindo da parte de Deus.... e Jesus, sem nenhum arrodeio disse a ele, no versículo 3 - “ em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. “nascer de novo” - é aceitar Jesus como seu único  Salvador e Senhor. Nicodemos ouviu a maior e mais bonita verdade sobre o amor de Deus pela humanidade, no versículo 16 Jesus disse: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todo o que nEle crer não pereça (não morra espiritualmente, viver no inferno), mas tenha a vida eterna (vida no céu)” - o Mundo, somos nós, o sacrifício de Jesus foi por nós. Por isso Jesus disse em João 14:6 - “ ..Eu sou o caminho, e a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim” - Só Jesus é o nosso passaporte para entrar no céu - assim Jesus condenou os religiosos em Marcos 7:6-8 - “... este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais as tradições dos homens” - Jesus não é religião nem tradição, Jesus é a Salvação, a solução para todos os nossos problemas. E foi Ele que disse em – Mateus 10:15 - “Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como criança, de maneira nenhuma entrará nele” - se não nos tornar-mos como criança (dependente, sincera, perdoa, ama, tem paz..) não podemos entrar no reino de Deus. Para se tornar como criança temos que aceitar a Cristo como único Senhor e Salvador então somos nova criaturas, conforme 2 Coríntios 5:17 - “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.



IV. Conclusão.

Comece seguindo Deuteronômio 6. 5-7 - "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te" - muitas outras instruções Deus deixou pra nós, em sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Siga as instruções de Deus e verá seus filhos obedientes a Deus e aos pais; longe de drogas e outros vícios, tendo amor no coração, vida saudável e feliz.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

A Pequena Mulher que Fez Grandes Coisas para Deus


Vamos conhecer a história de uma das maiores missionárias do Século XX. Ela se chama Gladys Aylward e ficou conhecida por ser tão pequena e fazer uma tão grande história missionária na China. Vamos poder testemunhar como Deus pode ser glorificado na vida de uma pessoa que talvez não tivesse qualquer perspectiva, aos olhos humanos, de fazer uma grande obra. Mas, apesar de tanta coisa ser contra Gladys Aylward, o SENHOR Deus a usou de uma forma maravilhosa na China. Ela é um grande exemplo vivo da verdade de 1 Coríntios 1:26 e 27:

“Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. 

Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes”

Oremos para que o exemplo dessa pequena grande missionária possa tocar nossos corações e que a sua vida seja uma inspiração e um desafio para que possamos servir ao SENHOR!

Vamos começar a conhecer a fascinante história de Gladys Aylward, a pequena grande missionária. Você sabia que quando Gladys era adolescente ela tinha inveja de suas amigas serem louras, altas e bonitas? E ela se achava sem beleza, se considerava baixinha, e não gostava de ter nascido com os cabelos pretos.

Gladys, quando jovem, achava que Deus havia errado, pois ela queria ser como as outras jovens inglesas. Porém, como vamos ver nessa história, mais tarde ela mudou de idéia e reconheceu que Deus estava certo, e que Deus havia criado ela para uma missão muito especial. Sim, quando muitos anos mais tarde ela chegou na China para ser missionária, e viu as pessoas baixinhas e de cabelos negros como ela, ela quase se esgasgou e orou: “Oh, meu Deus, o SENHOR sabia mesmo o que estava fazendo ao me criar assim.”

Mas, não foi só a aparência de Gladys que a levou a fazer um belíssimo trabalho na China, foram principalmente o seu amor a Deus e a sua dedicação à obra de Deus que fizeram diferença.  De uma empregada doméstica na Inglaterra, ela se tornou a grande AI-WEH-DEH, o nome que recebeu dos chineses e que significa A CORAJOSA.

Gladys Aylward nasceu em Londres, em 1902. Seus pais eram pobres e todos na casa precisavam trabalhar para ajudar no sustento da família. Ela começou a trabalhar aos 14 anos como criada, ajudando nos serviços domésticos das grandes mansões inglesas. Em sua juventude, ela trabalhava muito – o serviço era pesado - de madrugada até à noite. O serviço era estafante e o salário muito pequeno. Ela usava seus poucos momentos de folga para sair para festas e divertir-se com amigos. Seus pais eram crentes, mas ela tinha sido até então apenas uma freqüentadora de cultos.

Numa de suas folgas, enquanto passeava pelas ruas de Londres, um grupo de crentes insistiu que ela fosse à igreja e assistisse ao culto. Embora ela relutasse, eles foram chamando, insistindo e andando com ela, até que chegaram na igreja, e, ela teve então que entrar com eles. Ela ouviu a mensagem, mas não se converteu. Depois do culto, um crente perguntou se ela era salva, e para onde ela iria quando morresse.   Ela quis falar com o pastor, mas ele estava ocupado, então a esposa do pastor fez um aconselhamento com ela, e Gladys com 25 anos fez a sua decisão de crer em Cristo como seu único Senhor e todo-suficiente Salvador.

A partir de sua conversão, ela consagrou sua vida ao Senhor Jesus Cristo, inclusive dedicando-se para ser missionária. Começou a participar das programações evangelísticas com os jovens, e cada vez ia ficando mais forte em seu coração o desejo de ser missionária nos confins da terra. Seu sonho era servir na distante China.

A grande pergunta era: Como uma jovem pobre, sendo mulher e tendo pouca instrução, poderia ser aceita por uma Agência Missionária para trabalhar num país como a China, país com língua totalmente diferente e cultura completamente estranha?

Lembremos de 1 Coríntios 1:26 e 27: “Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados.  Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes”.

Convertida e cheia de amor por Jesus, Gladys queria de todo o coração servir ao SENHOR. Ela se sentia devedora a Jesus por Ele ter sido tão bom com ela, salvando-a da perdição eterna e transformando a sua vida. Ela pensava: “Se Jesus não tivesse me amado e morrido por mim, eu estaria vivendo uma vida vazia, sem sentido, gastando meus anos em coisas fúteis, divertimentos errados e bebidas. Mas, Jesus teve misericórdia de mim, me escolheu e me salvou, agora quero servir a Ele com todo o meu ser”.

Ela se inscreveu para um treinamento missionário na MIC - Missão para o Interior da China, que recrutava também mulheres para o trabalho missionário transcultural. A Missão para o Interior da China tinha sido fundada por Hudson Taylor, que havia compreendido que os critérios bíblicos para missionários eram diferentes dos exigidos para pastores, por isso a MIC enviava mulheres solteiras para trabalhar como missionárias na China. Hudson Taylor viu o grande potencial das mulheres na obra missionária, assim a Missão para o Interior da China recrutava, treinava  e enviava mulheres solteiras para fazer Missões na China.

Gladys iniciou o treinamento, mas sua pouca instrução impedia que ela se saísse bem nas aulas e treinamentos. Ela tinha trabalhado como criada desde os 14 anos, sem ter chance de estudar, por isso tinha muita dificuldade de aprender uma nova língua e sobre cultura. Por cauda disso, ao término do treinamento, ela foi recusada pela MIC.

Mas, Gladys não desistiu, ela tinha certeza que Deus tinha lhe chamado para ser missionária na China e levar a salvação aos chineses. Ela resolveu então voltar a trabalhar como empregada doméstica e ajuntar todo o seu salário para pagar a viagem. Enquanto isso, ela estudaria por conta própria, conhecendo a e se adaptando à cultura chinesa, lendo tudo o que podia sobre a China e se familiarizando com a difícil língua chinesa.

Como o preço de uma viagem de navio era impossível para ela, Gladys combinou com o agente de viagens que iria pagando toda semana a sua passagem de trem para a China, até que completasse o total da passagem de ida. Ela - toda semana - deixava quase todo seu salário semanal na Agência de Viagens, e ao fim de quase três anos de grandes sacrifícios e muita perseverança, Gladys finalmente conseguiu.

Assim, com 30 anos, no dia 15 de outubro de 1932, Gladys Aylward saiu sozinha de Londres, para a distante e desconhecida China. Carregava apenas duas malas (uma cheia de alimentos), um velho casaco e um pequeno fogão e panelas.

A viagem prometia ser longa, cansativa e muito perigosa.

Gladys atravessou grande parte da Europa de barco e de trem, mas quando entrou na União Soviética as coisas começaram a piorar. Havia conflitos e guerra com vários países e povos, inclusive forte tensão na fronteira entre a Rússia e a China. Gladys teve que viajar com pessoas esquisitas e que não falavam a sua língua, e também grande parte da viagem foi feita com grupos de soldados rudes e perigosos. Em vários cantos foi pedido o seu passaporte e sempre havia perigo dela ter que sair do trem. Por uma providência divina, em um posto na Sibéria não era permitido civis viajar no trem, somente soldados russos. E perguntaram o que ela era. Ela em inglês disse que era missionária e que estava numa missão de Deus. Eles entenderam que ela era perita em máquinas e pensaram que ela estava sendo enviada numa missão de consertar equipamentos...  E assim deixaram que ela mais uma vez passasse. Gladys viu tantos perigos e impossibilidades que pensou em voltar, mas agora não dava mais, tinha que continuar.

Num trecho na fronteira com a Mongólia, por causa de uma batalha, o trem teve que parar, e Gladys sozinha teve que fazer um longo e perigosíssimo percurso a pé até a próxima cidade. Andou a noite inteira, sob a neve, ouvindo apavorada os sons de tiros ou de animais selvagens. À noite estava escura como um breu, e ela só podia andar passo a passo seguindo os trilhos. Pela manhã, conseguiu chegar numa cidade da Manchúria, e, como a fronteira para a China estava fechada, ela pegou outro trem para ir pelo Japão. No Japão, pediu ajuda ao cônsul da Inglaterra, que lhe encaminhou de ônibus e de barco, para que ela fosse para a China. Depois de exaustivos 22 dias, finalmente, Gladys chegou à China, no dia 07 de novembro de 1932. Contudo, para chegar ao seu destino, ao vilarejo montanhoso de Yang-Cheng, ela teve que viajar mais oito dias em lombos de mulas pelas trilhas e montanhas chinesas.

Quando estava na Inglaterra, Gladys soube de uma missionária escocesa chamada Jeannie Lawson que fazia um trabalho missionário numa das regiões mais difíceis da China. A Sra. Lawson morava há 50 anos na China e tinha ficado viúva, mas, apesar da idade avançada, e viver sozinha, continuava a obra do seu marido. Gladys lhe enviou carta, e ela aceitou que Gladys fosse morar com ela e ajudá-la no evangelismo aos chineses. A Sra. Lawson era uma mulher idosa e muito rude, ela aprendera a viver e sobreviver na China com todas as lutas, perigos e problemas. Isto fez dela uma mulher forte, decidida. Quando, depois de quase um mês de difícil viagem, Gladys chegou na casa  da Sra. Lawson, e  foi recebida sem muita comemoração ou reconhecimento do sacrifício que ela fez. A Sra. Lawson, depois de mostrar a pousada e o vilarejo de Yang-Cheng, fez com que Gladys imediatamente começasse a trabalhar.

Gladys começou a trabalhar pesado, pois a casa era enorme e tinha muito serviço, desde limpar, arrumar, cozinhar e consertar. A Sra. Lawson lutava com a falta de sustento, pois havia pressão da Missão para ela retornar à Inglaterra. Elas tiveram a idéia de montar uma pousada na casa, assim poderiam ter ajuda no sustento e ainda evangelizar os hóspedes. Montaram finalmente a Pousada da Sexta Felicidade, e o cozinheiro da Sra. Lawson se tornou o cozinheiro da pousada. Esse simpático chinês depois também se converteu a Cristo e se tornou o grande professor de Chinês para a Gladys. Gladys aproveitava cada momentinho de folga para estudar a Bíblia e a Língua Chinesa. Ela aprendeu tão bem o dialeto chinês falado em Yang-Cheg que não somente falava, mas lia e escrevia melhor do que muitos chineses cultos.

Ela e a sra. Lawson se esforçavam muito para que a pousada desse certo (Yang-Cheng era rota de caravanas de muleteiros – que transportavam tecidos de algodão, carvão e ferro).  O plano era que, enquanto comessem na pousada, elas lhes contariam  histórias da Bíblia. Mas, houve um problema, as caravanas de muleteiros não paravam na pousada das estrangeiras. Foi quando Gladys decidiu ficar na frente da pousada, e quando viesse a caravana, ela pegaria a primeira mula e levaria (arrastaria) para dentro do estábulo da pousada, assim as outras a acompanhariam. E deu certo. Começaram a receber os viajantes “à força”, mas eles gostaram e voltaram e divulgaram para outras caravanas que a pousada das estrangeiras era boa e lá ouviam boas histórias. Assim, elas contavam as histórias de Noé, Moisés, Paulo e Jesus. E alguns se converteram.

Gladys começou também a trabalhar com o evangelismo de crianças, elas, no início, incentivadas por seus pais, jogaram lama em Gladys e a chamaram de LAO-YANG-KWEI (“diabo estrangeiro”), mas depois aprenderam a respeitar e amar aquela estrangeira que tinha muito amor. Gladyz sempre agradecia a Deus por ter tido o discernimento que lhe fez adotar o seguinte princípio:, enquanto estava na Inglaterra, deveria trabalhar como se estivesse na China. Assim, enquanto vivia na Inglaterra e se preparava para ir à China, ela trabalhava e evangelizava muito. Estava sempre envolvida em evangelismo, discipulado, estudos bíblicos e campanhas. Agora, que estava na China, ela trabalhava como se estivesse na Inglaterra. Vivia uma vida simples, ajudava na pousada, estudava Chinês e evangelizava as crianças.  

Depois de quase um ano de trabalho, a Sra. Lawson faleceu. E ficou impossível a permanência de Gladys Aylward na China, pois ela não era mantida por nenhuma Missão, e sem o sustendo da Sra. Lawson a pousada não poderia ser mantida. Mas, Gladys confiou em Deus, e mais uma vez sua fé seria provada. Ela lembrava da chamada de Abraão, de Moisés, de Paulo, se espelhava na fé e perseverança de Neemias, por isso orou e resolveu esperar no SENHOR. A resposta de Deus se deu num milagre, o mandarim (uma espécie de governador da província), sabendo de sua boa reputação no lugar, a convidou para ser inspetora de pés. Sua tarefa era ir nas casas e inspecionar para ver se o costume de operar e amarrar os pés das meninas estava sendo mesmo abolido. Essa cultura chinesa, sob o pretexto de embelezar, fazia com que os pés das meninas fossem amarrados e até mesmo operados (dedos eram decepados) a fim de que elas não crescessem e ficassem mutiladas para ficarem castas e não fugir (pois, como resultado, elas mancavam por toda a vida). O governo chinês havia proibido a continuidade desse costume, e cabia à inspetora de pés conscientizar as famílias, denunciar, educar e ajudar na recuperação das crianças. E ela seria paga para fazer esse trabalho!

Gladys viu nisso, além de ter sustento financeiro, uma grande oportunidade de ajudar aos chineses e evangelizar. Ela se dedicou totalmente a essa missão, ia de povoado a povoado, visitando as casas, ensinando sobre higiene, e evangelizando. 

Esse trabalho e a dedicação de Gladys foram muito abençoados por Deus. Houve conversões de crianças e famílias, e povo reconheceu que aquela estrangeira era diferente, e diziam que ela tinha o Deus Vivo dentro dela. Foi por causa desse ministério que ela recebeu por parte das pessoas o nome de Je-Nai – que em Chinês quer dizer: Aquela que Ama o Povo.

Até hoje a atuação de Gladys é reconhecida na China – essa velha senhora da foto diz que agradece a Gladys por ela ter ajudado a China a se livrar dessa cultura perversa.

O mandarim, reconhecendo o valor de Gladys (que agora até ele a chamava de Je-Nai) a nomeou como sua conselheira. E num momento de grande tensão, ele pediu a sua ajuda. Houve uma rebelião na prisão local, e os prisioneiros amotinados e armados de machados e facões ameaçavam matar todos os reféns. Eles estavam com ódio por causa das más condições da prisão. Era uma situação terrível, pois para sufocar aquela rebelião, haveria centenas de mortes. O mandarim pediu que ela servisse de mediadora no conflito, que era muito perigoso, mas ele tinha ouvido ela pregar que “aqueles que crêem em Cristo não têm nada a temer”? Gladys sentiu sua fé ser desafiada,  e, com muito medo, mas confiando no SENHOR, entrou na prisão, sem armas e sem escolta, e repreendeu os prisioneiros e mandou que eles se entregassem que ela iria ajudá-los para melhorar as condições da prisão. Outro milagre aconteceu: os prisioneiros, homens maus e rudes, assassinos e perversos, marginais cruéis, atenderam à palavra de Je-Nai e se renderam.

A partir de então o povo deu a Gladys outro nome, passaram a chamá-la de AI-WEH-DEH, que quer dizer: A CORAJOSA!

E Gladys cumpriu as promessas que fez aos prisioneiros: exigiu do mandarim que as condições físicas e a alimentação fosse melhorada, e coordenou trabalho para os presos, conseguiu máquinas de tear e moinhos industriais, assim os presos trabalhavam na prisão e obtinham sustento.

Anos mais tarde, o próprio mandarim também se converteu a Cristo (e Deus fez outro milagre muitos anos depois, o ator que fez o papel do mandarim no filme “A Pousada da Sexta Felicidade” na época das filmagens estava muito doente e com muito esforço trabalhou nas cenas. Logo depois do filme, ele morreu. Os seus biógrafos reconhecem que a última cena que ele fez (o mandarim se convertendo) não era o mandarim, era o próprio ator que também fazia a mesma decisão de crer em Cristo!

Em 1936, outro milagre aconteceu na vida Gladys, ela recebeu o difícil título de cidadã chinesa. Ela permanecia firme nos seus trabalhos, e mais um desafio aconteceu: um dia ela encontrou uma mulher mendigando e querendo vender sua filhinha (era um costume local a venda das crianças para exploração sexual infantil). Penalizada, Gladys ofereceu todo o dinheiro que tinha nove pence (nove centavos). A mulher aceitou, e Gladys chamou a menina de NINEPENCE e a adotou. Ninepence pensou que seria usada na exploração sexual ou seria comida como jantar daquela Diaba Estrangeira. Mas, ao contrário, recebeu amor e muito cuidado. Dias depois Ninepence trouxe seu irmãzinho, mas Gladys disse que não poderia cuidar dele, pois não tinha recursos – e o que tinha mal dava para elas. Ninepence pediu que desse a metade de sua comida ao seu irmãozinho. Gladys, sensibilizada, adotou o irmão de Ninepence. E assim começou o seu trabalho de adotar crianças órfãs ou abandonadas pelos pais.

Em 1938 a situação política da China estava ficando complicada. De um lado um guerrilheiro chinês de ideais comunistas (Mao Tse Tung) estava ganhando popularidade e dividindo o país, e de outro lado, o JAPÃO começou a atacar e conquistar território chinês. A província de Shansi, onde ficava Yang-Cheng, começou a ser alvo das tropas japonesas. Um oficial do exército chinês, chamado Cel. Linnan, foi enviado para, juntamente com o mandarim, realizar a evacuação da população, uma vez que as tropas japonesas se aproximavam e em breve aquelas cidades seriam bombardeadas pelos aviões japoneses. Gladys se opôs à fuga, disse que deveriam resistir, e organizaram uma resistência.  Corajosa, Gladys servia também de espiã, pois como conhecia a região e tinha a simpatia e a confiança do povo, se mantinha informada da movimentação das tropas japonesas, e essas informações eram repassadas ao Cel. Linnan para formar as frentes de batalha. Nessa amizade surgiu um grande amor entre Gladys e o Cel. Linnan. Contudo, os horrores da guerra e os trabalhos impediam qualquer romance.

Contudo, as tropas e os aviões japoneses atacaram a província de Shansi, e os bombadeios destruíram a cidade de Yeng-Cheng e a Pousada da Sexta Felicidade. Gladys foi violentamente espancada pelos soldados japoneses, mas conseguiu fugir e levar com ela quase 200 crianças. Os japoneses ofereceram uma alta recompensa pela cabeça de Ai-Weh-Deh (100 dólares, uma fortuna na época). Agora Gladys tinha que levar aquelas crianças a salvo. Dividiram em dois grupos, mas quando Gladys soube que o outro grupo foi apanhado e mortos, ela decidiu fazer uma viagem para perto da Manchúria, onde havia segurança. Só havia alguns poréns: a viagem era por montanhas e selvas, não havia alimento, ela só teriam um ajudante e as tropas japonesas iriam em seu encalço. Era mais uma vez uma oportunidade de confiar em Deus.

Fazer aquela travessia com 94 crianças de 3 a 12 anos, sem alimentos, sem roupas adequadas, sem remédios, era impossível. E mais uma vez Gladys recorreu à Bíblia para relembrar as histórias do Deus do Impossível. E tudo que ela ensinava as crianças aprendiam com facilidade, pois viam nela uma crente que vivia os ensinos e as promessas de Deus. Certo momento, o grupo chegou a rio que precisava ser atravessado. A ponte havia sido derrubada, e o rio era fundo, e não dava para passar com crianças. Gladys, falando com as crianças, explicou a situação. Eles lembraram que Moisés atravessou o Mar Vermelho com o povo de Deus. E Gladys disse: É, mas eu não sou Moisés. E um garoto respondeu: Mas Deus é Deus, é ainda o mesmo Deus de Moisés. Aquela exortação serviu para encorajar, amarraram uma corda de uma margem à outra, e todos passaram com segurança.

A caminhada por montanhas, trilhas pedregosas, selvas inóspitas e perigos constantes foi penosa e difícil. Muitas vezes as tropas japonesas ficavam tão perto, que ela e as crianças tinahm que se esconder e ficar em completo silêncio (algo impossível para 94 crianças fracas e com fome). Mas Deus guiou Gladys por 21 dias, e nenhuma criança foi perdida. Conseguiram chegar em Siam, uma cidade que estava em segurança.  Mas, Gladys estava muito ferida, como conseqüência do espancamento dos soldados japoneses, e durante a jornada havia contraído tifo, estava com pneumonia, febre alta e com grave desnutrição (pois deixava de comer para dar às crianças). Um casal de missionários a acolheram  e trataram dela, e depois de meses de tratamento, ela pôde se recuperar e novamente cuidar dos seus “filhos” e das outras crianças.

Foi nesse período, que o Cel. Linnan foi a essa cidade se encontrar com Gladys. Ele fala de seu amor por ela e a pede em casamento. Mas, Gladys pensa no seu chamado, em sua missão, em suas crianças, no trabalho que ainda tem que fazer na China como missionária, e diz não. E nunca mais olhou para trás. Voltou para a sua região e continuou a fazer seu trabalho missionário ainda com mais fervor, criando inclusive um leprosário para cuidar dos muitos leprosos existentes na China.

Quando o filme de sua vida foi feito, apesar de ser uma grande produção, ter uma das maiores atrizes da época e ter servido para divulgar o trabalho missionário na China, Gladys Aylward ficou muito decepcionada, pois eles tinham exagerado em seu romance com o Cel. Linnan, porque mesmo amando-o muito e realmente ter pensado em casamento, ela manteve-se pura, e algumas cenas faziam insinuações de sensualidade. Para Hollywood e o mundo, não havia nada demais, as cenas até eram castas e sem maldade, mas para Gladys, uma mulher de Deus, firme em suas convicções e compromisso com Deus, as cenas a deixaram envergonhada.

Em 1949, depois de quase vinte anos servindo na China, Gladys voltou à Inglaterra. Deu palestras em igrejas, escolas e participou de campanhas de vocação, chamado e recrutamento missionário. Todos queriam ouvir a história daquela baixinha inglesa que havia feito tão grande trabalho na China. Gladys ficou mais famosa ainda depois que sua biografia foi publicada e a BBC de Londres fez um documentário sobre a vida dela. Depois do lançamento do filme “A Morada da Sexta Felicidade”, ela recebeu convites de igrejas e de seminários dos EUA e de várias partes do mundo para falar sobre Missões. Participou de conferências missionárias e deu testemunho de sua fé em várias partes do mundo. Apesar de considerar o filme como o “seu espinho na carne”, ela reconhecia que através do filme teve muitas portas abertas para falar de Jesus Cristo e da Obra Missionária.

Na década de 50, Gladys tentou voltar para a China, a fim de continuar seu trabalho missionário, contudo a China de tornara comunista e oficialmente anti-cristã (inclusive perseguindo os crentes), e ela teve sua entrada proibida na China. Mas, a nossa Gladys não era mulher de desistir ou de voltar atrás, e em 1957 foi para Taywan, perto da China, e lá continuou o seu trabalho missionário e fundou um orfanato para cuidar das crianças desamparadas.

O Senhor a levou para a Santa Morada Celestial, no dia 03 de janeiro de 1970, quando ela tinha 67 anos, de grandes serviços, de ter fundado igrejas na China e Taywan, ter cuidado de centenas de crianças, de leprosos e ter levado a tantas pessoas em lugares inóspitos e distantes à salvação em Cristo. Sua vida é ainda hoje um exemplo do poder gracioso do SENHOR Deus em usar as coisas humildes e fracas para que realizem grandes e maravilhosas coisas para Deus.

Você já parou para pensar no que Deus pode fazer com você?














Pr. José Nogueira


       




 


 




 





domingo, 8 de julho de 2012

LIÇÕES DE GUERRA

MENSAGEM BÍBLICA – IBF CRISTO É VIDA
PR. JOSÉ NOGUEIRA 08.07.2012
JUÍZES 7:1-7 (LIÇÕES DE GUERRA
)

1  ENTÃO Jerubaal (que é Gideão) se levantou de madrugada, e todo o povo que com ele havia, e se acamparam junto à fonte de Harode, de maneira que tinha o arraial dos midianitas para o norte, no vale, perto do outeiro de Moré.
2  E disse o SENHOR a Gideão: Muito é o povo que está contigo, para eu dar aos midianitas em sua mão; a fim de que Israel não se glorie contra mim, dizendo: A minha mão me livrou.
3  Agora, pois, apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for medroso e tímido, volte, e retire-se apressadamente das montanhas de Gileade. Então voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram.
4  E disse o SENHOR a Gideão: Ainda há muito povo; faze-os descer às águas, e ali os provarei; e será que, daquele de que eu te disser: Este irá contigo, esse contigo irá; porém de todo aquele, de que eu te disser: Este não irá contigo, esse não irá.
5  E fez descer o povo às águas. Então o SENHOR disse a Gideão: Qualquer que lamber as águas com a sua língua, como as lambe o cão, esse porás à parte; como também a todo aquele que se abaixar de joelhos a beber.
6  E foi o número dos que lamberam, levando a mão à boca, trezentos homens; e todo o restante do povo se abaixou de joelhos a beber as águas.
7  E disse o SENHOR a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam as águas vos livrarei, e darei os midianitas na tua mão; portanto, todos os demais se retirem, cada um ao seu lugar.

CONTEXTO TEOLÓGICO:
CICLO MALDITO DA ÉPOCA DOS JUÍZES - REFERENTE A DESOBEDIÊNCIA A DEUS, OS MESMOS SE RECONCILIAM, PASSAM ALGUM EM PAZ E VOLTAM A DESOBEDECER A DEUS, FORMANDO ESTE CICLO MALDITO.

A FONTE DE HAROD (A FONTE DA TREMEDEIRA - MEDO)
32 MIL CONTRA JUÍZES 6:5; 7:2 E 12; 8:10 - ABAIXO O TEXTO JUÍZES 6:5
5  Porque subiam com os seus gados e tendas; vinham como gafanhotos, em grande multidão que não se podia contar, nem a eles nem aos seus camelos; e entravam na terra, para a destruir.
A FONTE ERA REFÚGIO E LUGAR ESCOLHIDO POR DEUS PARA DERROTAR OS MIDIANITAS. OS MIDIANITAS ERAM 150 MIL HOMENS E DEUS APÓS TRIAR OS HOMENS DE ISRAEL FICARAM APENAS 300, E FORAM E DERROTARAM OS MIDIANITAS.

1 - DEUS USA O SEU POVO - 7:1
2 CRÔNICAS 7:14
"14  E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."

ESSA MENSAGEM MOSTRA QUE A VERDADEIRA IGREJA DOUTRINÁRIA DA MENSAGEM DE DEUS CONFIA APENAS EM DEUS. DEUS PEDE AO SEU POVO PARA CLAMAR O SEU NOME, SE HUMILHAR, A BÍBLIA DIZ QUE DEUS ESCUTARÁ ESSE CLAMOR DO CÉU, ASSIM DEVEMOS CONFIAR EM DEUS, COLOCAR O SENHOR A FRENTE DE TUDO E DE TODOS, A GRANDE LIÇÃO É QUE DEUS USA O SEU POVO.


























sexta-feira, 29 de junho de 2012

A crise das dúvidas

"E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos a dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou havemos de esperar outro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos
são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho." (Mateus 11.2-5).


João Batista foi o maior dentre os nascidos de mulher. Quem fez essa declaração foi o próprio Jesus. Contudo, o grande João duvidou de Cristo. Isso aconteceu quando ele estava preso, aguardando sua execução. Imagine-se no lugar de João Batista.
Ele havia anunciado publicamente que Jesus era o Salvador. Agora, estava preso, condenado à morte, e Jesus não tomou nenhuma providência para libertá-lo. Daí surgiu a dúvida. Será que esse Jesus é mesmo o Messias prometido? Por quê então ele não me tira desta prisão? 

Quando estamos passando por problemas graves e não somos atendidos pelo Senhor, muitas vezes começamos a duvidar da sua palavra ou do seu amor para conosco. De acordo com o nosso pequeno entendimento, achamos que Deus deveria agir em nosso favor desta ou daquela maneira. Porém, ele tem os seus propósitos e, na maioria dos situações, nem chegamos a conhecê-los ou entendê-los. 

Talvez você esteja questionando como Gideão: "Se o Senhor é conosco, por quê tudo isso nos sobreveio?"

  (Juízes 6.13). Se o Senhor me ama, por quê ele não me deu isso ou aquilo? Se o Senhor está comigo, por quê ele não me livrou desse ou daquele problema? Algumas perguntas nunca terão respostas. Observe que Jesus não respondeu à pergunta de João Batista, assim como o Anjo do Senhor não respondeu à pergunta de Gideão.
O recado que Jesus mandou para João era que muitos milagres estavam acontecendo. Jesus não libertou João, mas estava curando enfermos, ressuscitando mortos e anunciando o evangelho. Saiba o seguinte: o propósito de Deus está sendo executado. Isso é o que importa. Que seja feita a vontade dele e não a nossa. Ele é o Senhor. Nós somos apenas servos. Deus tem um plano soberano e esse plano está em plena execução. Ele não está a serviço dos nossos interesses individuais, embora possa fazer todas as coisas. 

Podemos clamar para que o Senhor nos livre e nos dê o que precisamos. Entretanto, devemos continuar a servi-lo ainda que ele não nos livre. (Daniel 3.17-18). Se ele não nos atender em alguma situação, é porque tem um propósito nisso. Já pensou se Deus atendesse todas as nossas orações? Não seríamos mais tentados. Não seríamos mais provados. Não teríamos nenhum tipo de problema na vida. Aliás, não precisaríamos nem ir para o céu, porque aqui já seria um lugar celestial, com direito a coral de anjos e tudo mais. Por outro lado, não teríamos o crescimento espiritual nem a maturidade que as tribulações produzem.

As dúvidas surgem quando nossas expectativas em relação ao cristianismo não se concretizam. Porém, muitas vezes essas expectativas estão erradas. É o caso de quem espera que o evangelho venha lhes trazer muito dinheiro, muita prosperidade material e a satisfação de todos os seus desejos pessoais. O propósito do evangelho é a salvação das almas. Se Deus nos dá mais alguma coisa, é "brinde". 

Chegará o dia quando nossos problemas terminarão. Por enquanto, convém lembrar o que Jesus disse: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo." Sabemos, porém, que muitas vezes o Senhor nos atende, nos livra e nos proporciona momentos de refrigério para as nossas almas.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

LIVRES PARA ADORAR

Durante quatrocentos e trinta anos o povo de Israel foi escravo no Egito. Ali não se realizavam cultos ao Senhor. Quando os israelitas foram libertos, então houve uma festa no meio do povo; Moisés cantou um hino ao Senhor. Miriã e outras mulheres também cantaram, dançaram e tocaram tamborins. 


O povo de Deus estava livre de Faraó. Quando somos libertos pelo Senhor, o nosso coração se enche de alegria, de tal maneira que transborda em forma de louvor e adoração ao nosso Deus. 

O tempo passou e Israel se tornou cativo novamente; foi levado para a Babilônia. Sobre esse período, o salmista escreveu: "Junto aos rios de Babilônia nos assentamos e choramos, lembrando-nos de
Sião. Nos salgueiros que havia no meio dela penduramos as nossas harpas, porquanto aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram que nos alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião. Mas, como entoaremos o cântico do Senhor em terra estranha?" (Sl. 137.1-4).

O louvor foi interrompido mais uma vez. Quem está cativo, preso nas mãos do Diabo, não louva ao Senhor. Quando pensamos isso, logo nos lembramos dos ímpios, daqueles que não creem em Deus, mas o texto acima não está se referindo a eles, senão aos próprios servos do Senhor, que caíram nas garras do inimigo novamente.
Isso nos leva a refletir sobre a vigilância que devemos ter para que não sejamos levados para prisões espirituais. Satanás está querendo nos atrair para o seu território. Ele quer nos ter novamente como escravos. Ele nos mostra os "rios da Babilônia", com suas margens bonitas, os salgueiros com seus ramos balançando ao vento. Pode ser uma paisagem muito atraente. O mundo está cheio de atrativos, mas tudo isso são iscas para apanhar os servos de Deus. De que adianta estar às margens de um rio maravilhoso, mas ter o coração cheio de angústia e um rio de lágrimas no rosto?
O objetivo do inimigo é nos aprisionar, e ele não desiste. Portanto, precisamos vigiar e orar. O Senhor já te libertou uma vez. Não te deixes escravizar novamente. Aquele que se deixa levar para o cativeiro, não tem prazer de entoar cânticos ao Senhor. Então, passa a cantar músicas que expressam suas decepções, suas dores de cotovelo, suas melancolias, etc. Não é esse tipo de música que muita gente canta hoje em dia e faz sucesso nas paradas? Quem está cativo não louva nem adora ao Senhor. Não seria esse o caso daquelas pessoas que, enquanto as outras estão louvando, apenas olham? Enquanto os libertos batem palmas, os cativos colocam as mãos nos bolsos. Enquanto os adoradores levantam as mãos, os cativos se assentam indiferentes. Não serão sintomas de vidas oprimidas, cativas, mesmo dentro das igrejas?
Se isto estiver acontecendo conosco, supliquemos ao Senhor que nos livre de todo embaraço, de todo pecado, para que possamos ser livres na presença de Deus, livres para louvar.

terça-feira, 15 de maio de 2012

A Responsabilidade de Ensinar a Nós Mesmos: Somos bons alunos?

Tiago 3:1
“Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo”

INTRODUÇÃO
ð  Vejamos alguns vídeos ilustrativos!
            Sabemos que a exortação de Tiago é pesada, e nos cria um grande dilema de fé.
            Pois Deus, em Sua Palavra, revela a importância do ensino no relacionamento, convivência e ministério de Seu povo. A palavra “ensinar” aparece mais de 200 vezes na Bíblia, enquanto “pregar”, 140 vezes. Os melhores exemplos são os textos áureos da Bíblia: Deuteronômio 6:1-9 (o Shemah:ouve!) e Mateus 28:18-20 (a Grande Comissão). O pastor tem que ser mestre (Efésios 4:11), o evangelista (missionário) tem que ensinar - 1 Timóteo 4:13.
            A igreja é (e tem que ser) um organismo ensinador. Temos que propiciar classes de ensino bíblico (é por isso que há tanta programação de ensino nas Igrejas Batistas Conservadoras: EBD, EBEC (Oanse), Culto Infanto-Juvenil, Mocidade, SEB’s, Cursos de Discipulado, Cursos Teológicos (como CBD, CTBPL), Congressos, EBJ’s, Retiros de Jovens, de Crianças, de Meninos e Meninas, de Casais, das Senhoras, etc.).
            Por outro lado, há as exortações que devemos fazer bem, com responsabilidade, com dedicação e esmero a obra do SENHOR, sob o risco de recebermos a desqualificação do SENHOR Deus: Jeremias 48:10a e Romanos 12:7.
            E ensinar, devido a sua importância dentro da vivência da fé e da sua imprescindibilidade no fortalecimento e continuidade da obra de Deus, recebe, então, maior atenção da parte de Deus. Paulo fez uma tremenda exortação aos “professores” (mestres, doutores) da Igreja de Corinto, quando disse que o professor da Bíblia tem que ser muito mais do que mestre tem que ser como um pai:
“Não escrevo estas coisas para vos envergonhar; mas admoesto-vos como meus filhos amados. Porque ainda que tivésseis dez mil aios [mestres, professores, pedagogos] em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.”
            Podemos enganar os homens (os coordenadores, os pastores, a igreja, os alunos), mas não podemos fugir da apuração de Deus: Provérbios 20:27.
            Por isso, é hora de aprendermos com Ele, para, então, ensinarmos dEle!
IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
VII ENCONTRO DE PROFESSORES DA BÍBLIA – 02 E 03/04/2010
ENSINANDO E APRENDENDO
“Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo?
Romanos 2:21
Devocional (manhã de sábado – dia 03) – Pr. José Nogueira
A Responsabilidade de Ensinar a Nós Mesmos – Parte I
Tiago 3:1
“Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo”

I - OS ALVOS DO ENSINO BÍBLICO
            Como professores da Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus, precisamos ter, de forma muito clara em nossa mente, a razão pela qual ensinamos e tanto nos esforçamos para transmitir os ensinos da Palavra.
1 – Conformar o crente à imagem de Cristo – Efésios 4:13
            O alvo do ensino bíblico é a transformação de vida – Romanos 12:1-2; 2 Coríntios 3:18.
            Para que serve um espelho?   Tiago 1:22-25.
            Aqui se pode ver nitidamente os passos da mudança:
            1 – Quantos ouvem o ensino?
            2 – Quantos compreendem?
            3 – Quantos vão aceitar, concordar e realmente dizer que é verdade?
            4 – Quantos vão decidir obedecer?
            5 – Quantos vão lembrar?
            6 – Quantos vão praticar?
            7 – Quantos perseverar?

2 – Instruir os crentes a serem autônomos quanto ao estudo bíblico – Hebreus 5:11-14.
           
3 – Preparar os santos para o desempenho do serviço cristão – Efésios 4:11-12
                        Nisto incluir habilitar o crente para toda boa obra – 2 Timóteo 3:16-17
                        a) Ensinando
                        b) Redargüindo (repreendendo o erro)
                        c) Corrigindo (mostrando o certo, como numa prova)
                        d) Instruindo em justiça (voltar aos ensinos, perseverar nas instruções, revisões, etc).

4 – Desenvolver uma cosmovisão bíblica
            “Modo pelo qual a pessoa vê ou interpreta a realidade. A palavra alemã é weltanschau-ung, que significa um ‘mundo e uma visão da vida’, ou ‘um paradigma’. É a estrutura por meio da qual a pessoa entende os dados da vida. Uma cosmovisão influencia muito a maneira em que a pessoa vê Deus, origens, mal, natureza humana, valores e destino.”
            Ou seja, o discípulo tem que aprender a enxergar o todo da vida e as questões e problemas da vida através da perspectiva da Palavra de Deus, porque os caminhos e pensamentos de Deus são mais altos do que as soluções e filosofias dos homens – Isaías 55:8-9.

II – E OS MEUS ALVOS NO ESTUDO DA BÍBLIA?
            Só há verdadeiro ENSINO se houver APRENDIZADO. E só há verdadeiro aprendizado se houver MUDANÇAS. Só há verdadeira mudança, se ela for persistente e perseverante (HÁBITO). E o hábito forma CARÁCTER! (Provérbios 9:10)
IGREJA BATISTA FUNDAMENTALISTA CRISTO É VIDA
VII ENCONTRO DE PROFESSORES DA BÍBLIA – 02 E 03/04/2010
ENSINANDO E APRENDENDO
“Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo?
Romanos 2:21
Devocional (sábado à noite – dia 03) – Pr. José Nogueira
A Responsabilidade de Ensinar a Nós Mesmos – Parte II
Tiago 3:1
“Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo”
            O que fez a diferença entre essas duas famílias?
            Jonathan Edwards viveu no século XVIII , em Northampton, EUA. Tornou-se reitor da Universidade de Princeton e foi um cristão comprometido com os ensinos de Deus. Obedeceu e ensinou as Sagradas Escrituras em sua casa. É maravilhoso perceber a bênção de Deus sobre a sua família. Foi feita uma pesquisa com 1394 dos seus descendentes, sendo constatado o seguinte: 295 receberam diplomas universitários, sendo que 23 chegaram a ser reitores de universidades; 65 foram professores universitários; 3 senadores dos Estados Unidos; 3 governadores estaduais, e outros, ministros enviados a nações estrangeiras; 130 foram juízes, 100, advogados, sendo um reitor de uma faculdade de Direito, 56 médicos, sendo um reitor da faculdade de medicina; 75 oficiais na carreira militar; 100 missionários e pregadores famosos, bem como autores destacados; cerca de 80 desempenharam alguma função pública; 3 foram prefeitos de grandes cidades; um foi superintendente do Tesouro norte-americano; um deles foi vice-presidente dos Estados Unidos.
            Também foi realizada uma pesquisa com outro homem do mesmo século. Ele se chamava Jukes. Era um cético que duvidava da existência de Deus e desprezava a Palavra de Deus.  Da família de Jukes foram pesquisados 560 dos seus descendentes: Desses, 310 morreram em extrema pobreza; 150 tornaram -se criminosos, inclusive 7 assassinos; 100 descendentes foram beberrões; mais da metade das mulheres se prostituiu. Segundo cálculos, os descendentes de Jukes custaram ao estado, com suas vidas desregradas, um milhão e duzentos e cinqüenta mil dólares.
            Dessa forma, ao concluir esta leitura, servirá para o nosso meditar - e tomada de decisões do ensino bíblico em nossa casa – a bênção prometida no Salmo 128:1-4:
            Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos Seus caminhos!
            Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem.
            Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos como rebentos da oliveira, à roda de tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao SENHOR!
            Uma palavra final a todos os professores: Desempenhe esse ministério que você recebeu do SENHOR com esmero, dedicação e, principalmente, ensinando a si mesmo, aprendendo e vivendo, que você será ricamente abençoado por Deus. Pois, uma das bênçãos maravilhosas de Deus é fazer por nós mesmos aquilo que nós intentamos fazer para Ele:
            1 – As parteiras no Egito - Deus fez por elas o que elas desejaram fazer para Deus – Êxodo 1: 20-21
            2 – Davi - Deus fez para Davi o que Davi tinha desejado fazer para Deus – 2 Samuel 7:11 e 27
            Spurgeon: “Quantas vezes, Deus fez para os Seus servos o que eles desejavam fazer para Ele”
                        Amém!

Pr. José Nogueira