sexta-feira, 27 de abril de 2012

A Avidez pelo Dinheiro


1 Tm 6:11,12

Mas tu, ó homem de Deus, foge dessas coisas... (1 Tm 6.11,12) - Ao denominar Timóteo de homem de Deus, o apóstolo adiciona peso à sua exortação. Se alguém concluir ser conveniente restringir sua aplicação ao apelo para seguir após a justiça, a piedade, a fé e a paciência, ao que ele está precisamente dizendo, então este será o seu antídoto para corrigir-se a avidez pelo dinheiro. Ele diz a Timóteo que as aspirações que ele devia seguir são de caráter espiritual. Mas pode aplicar-se ainda mais amplamente ao contexto mais remoto, ou seja, que Timóteo, mantendo-se isento de toda vaidade, evitasse a fútil curiosidade, [perierguia], a qual condenara um pouco antes. Aquele que se mantém totalmente ocupado com as questões básicas, facilmente se manterá livre das coisas que são supérfluas. Ele menciona algumas formas de virtudes, à luz das quais podemos concluir que as demais estão também incluídas. Quem quer que se devote a buscar a justiça, que almeje a piedade, a fé e o amor, e que cultive a paciência e a mansidão, não poderá deixar de abominar a avareza e seus frutos.



Combate o bom combate. Na próxima epístola ele diz que nenhum soldado se envolve em negócios alheios à sua vocação [2 Tm 2.4]. Por isso aqui, com o fim de poupar Timóteo de excessiva preocupação com os afazeres terrenos, ele o exorta a lutar. A displicência e o comodismo emanam da preocupação que os homens sentem em servir a Cristo sem problemas, como se fosse um passa-tempo, enquanto que Cristo convoca a todos os seus servos para a guerra. Com o fim de encorajar Timóteo a lutar bravamente no campo de batalha, o apóstolo denomina essa luta de bom combate, ou seja, combate abençoado e que, portanto, de forma alguma deve ser evitado. Pois se os soldados terrenos não hesitam em combater quando a vitória é incerta e correm o risco de perder a vida, quanto mais bravamente devemos nós lutar sob o comando e a bandeira de Cristo, onde podemos alimentar de antemão a certeza da vitória, especialmente quando sabemos que há um galardão à nossa espera, o qual está muito acima dos galardões geralmente conferidos pelos comandantes a seus homens, ou seja, uma gloriosa imortalidade e a bem-aventurança celestial. Seria indigno se com uma esperança dessa natureza diante de nós ainda esmorecêssemos ou caíssemos pela exaustão. E isso é precisamente o que o apóstolo continua dizendo. 


Toma possa da vida eterna. É como se ele dissesse: "Deus te convoca para a vida eterna, portanto despreza o mundo e esforça-te por alcançá-la." Ao dizer a Timóteo que tomasse posse dela, ele o proíbe de desistir ou de deixar-se dominar pelo cansaço em meio à trajetória. E como se dissesse: "Nada se concretiza até que tenhamos obtido a vida futura, à qual Deus nos convida." Por conseguinte, em Filipenses 3.12 ele declara que se esforçava por progredir, visto que a vida eterna não estava ainda concretizada.



Para a qual foste chamado. Visto, porém, que os homens lutam precipitadamente e sem qualquer objetivo de caráter perene, caso não tenham ainda Deus a dirigir sua trajetória e a estimulá-los à atividade, o apóstolo menciona também a vocação deles. Nada poderá encher-nos de mais coragem do que o reconhecimento de que fomos chamados por Deus. Pois desse fato podemos inferir que o nosso labor, que está sob a direção divina e no qual Deus nos estende sua mão, não ficará infrutífero. Portanto, pesaria sobre nós uma acusação muito grave caso rejeitássemos o chamado divino. Contudo, deve exercer sobre nós uma influência muito forte ouvir: "Deus te chamou para a vida eterna. Cuidado para que não te desvies para alguma fantasia, ou de alguma forma fracasses no caminho antes que o tenhas percorrido." 


E fizeste a boa confissão. Ao mencionar a vida pregressa de Timóteo, Paulo o incita ainda mais a perseverar. Fracassar depois de ter feito um bom começo é mais lamentável do que nunca haver começado. A Timóteo, que até então havia agido bravamente e granjeado louvor, o apóstolo apresenta este poderoso argumento: que o seu ponto de chegada correspondesse ao seu ponto de partida. Entendo confissão, aqui, no sentido não de algo expresso verbalmente, mas, antes, de algo realizado de forma concreta, e não numa única ocasião, mas ao longo de todo o seu ministério. Significando, pois: "Tu contas com muitas testemunhas de tua pública confissão, tanto em Éfeso como em outros países, a saber: que elas têm assistido a tua viva fidelidade e seriedade em teu testemunho do evangelho; e tendo transmitido um exemplo tão positivo, agora outra coisa não podes ser senão um bom soldado de Cristo, caso não queiras incorrer em maiores vexames e infortúnios." A luz desse fato aprendemos a seguinte lição geral: quanto mais eminentes nos tornamos, menos justificativa temos em fracassar e mais obrigados somos a nos manter em nossa firme trajetória.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Sabedoria para vencer a necessidade

Texto: Gn. 41.14-43

Introdução: De acordo com o sonho que Deus deu a Faraó, haveria sete anos de fartura no Egito, seguidos por sete anos de fome. José orientou os egípcios a poupar. Ao que parece, os povos não tinham o hábito de guardar alimentos.
Tudo o que produziam era consumido ou perdido. As formigas guardam alimento para o inverno (Pv.30.24-25; Pv.6.6).
Análise do plano de José e do consumo de alimentos no Egito.
1- José guardou um quinto, ou seja, 20% da produção do sete anos de fartura.
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2- Os 20% foram suficientes para alimentar os egípcios nos sete anos de escassez.
3- Logo, sabemos que, nos sete anos de fartura, os egípcios consumiram 80% do alimento, quando 20% seriam suficientes para alimentá-los.
4- Nos anos anteriores, como não guardaram nada, consumiram 100%, quando 20% seriam suficientes.

Conclusões:
1- Os egípcios viviam no excesso e no desperdício.
2- José mandou guardar apenas o necessário. Guardar muito, ou consumir tudo, demonstra falta de sabedoria (Ec.4.7-8; 5,13,18,19). É preciso usufruir hoje e prevenir para o amanhã.
3- Sempre que pudermos devemos poupar uma parte dos nossos recursos.
Jesus disse que não devemos ser ansiosos com o dia de amanhã, mas não ensinou a inconseqüência nem a imprevidência. Estar preparado é um dos remédios contra a ansiedade.
4- Nem todos têm algo para guardar, mas os que têm devem fazê-lo.

sábado, 14 de abril de 2012

Beleza Espiritual


A beleza é uma característica que o ser humano busca e tenta manter. Todos querem apresentar uma boa aparência, ter uma casa bonita, um carro bonito, etc. Um dos requisitos para que algo fique bonito é combinar com outros elementos que o circundam. A mulher quer usar um
cinto que combine com a bolsa; um anel que combine com o outro. O homem quer uma camisa que combine com a calça. Se não combinar, não fica bem.
Também na Bíblia encontramos essa preocupação. Porém, com ênfase em outros elementos. Vejamos alguns exemplos:
O louvor combina com aqueles que têm uma vida reta - Salmo 32.11 e 33.1.
Não fica bem um ímpio falando a Palavra de Deus - Salmo 50.16.
Joia de ouro em focinho de porca não é bonito, assim como não fica bem a beleza física e a loucura reunidas na mesma pessoa - Provérbios 11.22.
Por isso, não se deve dar as coisas santas aos cães, nem as pérolas aos porcos - Mateus 7.6. Da mesma forma, não fica bem o jugo desigual, a comunhão da luz com as trevas ou a mistura do santo com o profano. II Coríntios 6.14-18.
A palavra certa combina com o tempo certo, assim como combinam maças de ouro com bandejas de prata - Provérbios 25.11.
Paulo disso que as contendas, as brigas, não convém aos servos de Deus, mas que a mansidão é bem adequada para nós. II Timóteo 2.24.
Em Provérbios 31.4 está escrito: "Não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte". Enquanto que as pessoas comuns podiam beber, os reis e os príncipes não deveriam fazê-lo (apesar de sempre fazerem). O hábito de consumir bebida forte não é nobre. Um rei precisa estar sempre sóbrio, lúcido, para exercer bem as suas atividades. Não fica bem encontrar um rei, ou príncipe, bêbado pelas ruas. Não combina.
Da mesma maneira, nós cristãos somos príncipes, filhos do Rei. Somos nobres. Devemos então examinar nossas ações, nosso modo de falar, nosso modo de viver. O que é bom ou normal para os ímpios nem sempre fica bem para nós. Não combina. Está escrito: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém.." I Coríntios 6.12.
Não fica bem encontrar um cristão caindo pela vida. Somos nobres. Precisamos estar sempre de pé e, se cairmos, que seja de joelhos diante do nosso Deus.
Que o Senhor nos perdoe pelas vezes em que nos esquecemos de nossa linhagem real e que ele nos ajude a viver de modo digno da vocação com que fomos chamados. Esta é uma questão de beleza espiritual.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Mulher como Esposa, Mãe e Mulher

A Mulher como Esposa

* As mulheres compartilham igualdade de honra com os homens, mas têm funções diferentes: “… dando honra à mulher… como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida” (1 Pedro 3.7).

* Deus pretende que a maioria das mulheres case: “E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Gn 2.18).

* A mulher deve se apegar ao seu marido, deixando para trás qualquer outra pessoa: “e serão ambos uma carne” (Gn 2.24).

* A mulher deve estar disposta a se submeter à liderança do seu marido: “… assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Ef 5.22 ss).

* A mulher deve aprender a “amar” o seu papel como esposa e mãe e ser treinada nisso: “As mulheres idosas… [devem] ensinar as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos” (Tito 2.2-4).

* A maioria das mulheres encontrará o seu chamado no lar: “… boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada” (Tito 2.5).

* A mulher deve conquistar um marido pecador por meio do seu comportamento dócil e sereno: “Semelhantemente vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos; para que também, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavra pelo procedimento de suas mulheres, considerando o vosso procedimento casto e com temor” (1Pe 3.1-2).

* A mulher tem o dever de ter intimidade sexual com o seu marido: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência” (1Co 7.3-5).

* Mulheres podem trabalhar fora de casa para ajudar a família financeiramente: “… ela examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos. Faz panos de linho fino e vende-os, e entrega cintos aos mercadores” (Pv 31.16, 24).
 A Mulher como Mãe

* A mulher deve (até onde Deus lhe der a graça) ter muitos filhos, produzindo assim uma semente santa: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a” (Gn 1.28).

* A mulher tem um papel importante no treinamento espiritual dos seus filhos: “Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti” (2 Tim 1:5).

* Para a maioria das mulheres, cuidar do seu esposo e filhos será o seu chamado principal na vida: “Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva” (Pv 31.10, 28).

A Mulher na Igreja

* Mulheres não podem pregar, ensinar ou exercer autoridade sobre homens na igreja: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1 Tim 2:11-12).

* Mulheres não devem falar na assembleia pública: “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei” (1Co 14.34)

* A mulher deve buscar liderança espiritual em seu marido: “E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja” (1Co 14.35).

* As mulheres podem servir na igreja de outras formas: “Tendo testemunho de boas obras: Se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda a boa obra” (1Tm 5.10)


Conclusão

“Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada” (Pv 31.30).



segunda-feira, 2 de abril de 2012

DINÂMICA DA VIDA NA IGREJA – EFÉSIOS 1:22-23



SETE ASSUNTOS INTRODUTÓRIOS

1-VERSO-CHAVE: EFÉSIOS 1:22-23
2-A IMPORTÂNCIA DE EFÉSIOS. É A “RAINHA” DAS EPÍSTOLAS, OU “EPÍSTOLA DIAMANTE”, POIS APESAR DE PEQUENA, TEM TODAS AS MAIS IMPORTANTES DOUTRINAS BÍBLICAS: SOTERIOLOGIA, PNEUMATOLOGIA, ECLESIOLOGIA, VIDA CRISTÃ, LAR CRISTÃO, ETC.
3-EFÉSIOS FOI UMA CARTA-CIRCULAR PARA EFÉSO E OUTRAS IGREJAS DA ÁSIA MENOR. NÃO MENCIONA NINGUÉM, APESAR DE PAULO TER MINISTRADO ALI POR TRÊS ANOS – ATOS 20:31.
4-CIRCUNSTÂNCIA DA EPÍSTOLA: PAULO ESCREVEU DE SUA PRISÃO EM ROMA, POR VOLTA DO ANO 62 D.C. EPÍSTOLA DA PRISÃO: EFÉSIOS, COLOSSENSES, FILIPENSES E FILEMON.
5-TRÊS GRAVES DOENÇAS FATAIS DO PRIMEIRO SÉCULO:
(1)    FALTA DE COMUNICAÇÃO: MUNDO SEPARADO POR DISTÂNCIAS E PRECONCEITOS.
(2)    PAGANISMO: UMA RELIGIÃO PREDOMINANTE QUE ERA FORMAL, CÍNICA E RELATIVISTA.
(3)    CRISE SOCIAL: O MUNDO DIVIDIDO ENTRE ESCRAVOS E SENHORES, ENTRE “GREGOS” E “BÁRBAROS”.
HOJE ESTAS TRÊS ENFERMIDADES PERSISTEM.
6-A RESPOSTA DE DEUS: ESTOU FORMANDO UM NOVO POVO. A IGREJA DE JESUS CRISTO É RESPOSTA DE DEUS, POR ISSO AQUI ELE APRESENTA A DINÂMICA DA VIDA DO SEU POVO.
7-ESBOÇO (SIMPLES) DE EFÉSIOS:
(1)    O QUE DEUS FEZ – CAPÍTULOS 1 A 3.
(2)    O QUE DEUS REQUER – CAPÍTULOS 4 A 6.

CAPÍTULO 1 – A FONTE DA VIDA (AÇÕES E REAÇÕES)

I – AS AÇÕES DE DEUS – VS. 3 A 14
1-ESCOLHIDOS EM AMOR – VS. 3 E 4
2-ADOTADOS COMO FILHOS – VS. 4 E 6
3-REMIDOS PELO SANGUE – VS. 7 A 10
4-FEITOS HERANÇA – VS. 11 E 12
5-SELADOS PELO ESPÍRITO SANTO – VS.  13 E 14

II – AS REAÇÕES DA IGREJA – VS. 15 A 23
1-AGRADECER PELA FÉ E O AMOR – VS. 15 E 16
2-ORAR POR ESPERANÇA – VS. 17-18
3-APROPRIAR-SE DOS RECURSOS ESPIRITUAIS – VS. 19
4-CONFIAR NO CRISTO EXALTADO – VS. 20 A 23
(1)    O PODER DE SUA RESSURREIÇÃO – VS. 20
(2)    O PODER DE SUA ENTRONIZAÇÃO – VS. 21
(3)    O PODER DE SUA MISSÃO – VS. 22 E 23


O GENERAL FENG, QUE DESTRUIU O HOSPITAL QUE O MISSIONÁRIO INGLÊS CONSTRUIU NA CHINA, NO SÉCULO XIX, TORNOU-SE UM ENTUSIASTA EVANGELISTA PARA O SEU POVO. ESTE MISSIONÁRIO PASSOU ALGUNS ANOS CONSTRUINDO ESTE HOSPITAL, E MESMO APÓS SUA DESTRUIÇÃO FOI ATRÁS DO GEN. CHENG E FALOU PARA ELE E SUAS TROPAS QUE ELES PRECISAVAM CONHECER JESUS, E APÓS ESTE APELO CHENG SE CONVERTEU A JESUS DEPOIS DE VER TAMANHA PROVA DO PODER DO SENHOR NA VIDA DAQUELE MISSIONÁRIO.

segunda-feira, 26 de março de 2012

O que Deus nos Ensinou sobre Alimentação?

Para que os filhos de Deus cresçam saudáveis. 

Tendo em vista a liberdade cristã ensinada no Novo Testamento, não pretendemos, com este artigo, estabelecer ou defender regras alimentares, senão apenas utilizar
o tema como ilustração para ensinamentos de cunho espiritua l (Rm.14.2-3). Em nossa alimentação diária, ingerimos uma série de substâncias. Algumas são imperceptíveis, escapam ao nosso conhecimento ou não recebem a devida atenção. Por exemplo, ao comermos feijão com arroz estamos, de fato, consumindo muito mais do que isso. Nosso prato contém também água, sal, gordura, alho e cebola (considerando um tempero mineiro habitual). Pode ser que também estejam ali elementos estranhos provenientes da lavoura ou mesmo da cozinha, tais como agrotóxicos, bactérias, etc.
O propósito nutricional vem, muitas vezes, acompanhado de outros efeitos nem sempre desejáveis ou benéficos. Alguns males manifestam-se de imediato. Se o alimento estiver estragado, sofreremos logo com a indigestão. Outros efeitos só aparecem depois de longo prazo.
Sal, gordura e açúcar são alguns dos mais queridos e saborosos vilões que frequentam nossas mesas. Os médicos e nutricionistas sempre nos alertam a respeito deles. Entretanto, continuamos consumindo-os (e não pretendemos reduzi-los). Que mal pode existir em uma pequena quantidade de sal? De imediato, nenhum, mas este é o problema.
O pouco (ou muito) que ingerimos todos os dias vai se acumulando em nosso organismo até que os efeitos maléficos surjam. A gordura causa obesidade e pode levar ao infarto. O sal pode produzir cálculos renais. O açúcar produz diabetes. O que foi saboroso tornou-se prejudicial. O excesso de tais substâncias poderia ter sido evitado, mas, depois de assimiladas, não podem ser facilmente retiradas do organismo, pois muito do que comemos passa a fazer parte do que somos.
Afinal, alimentamos mais por prazer do que por necessidade. Aumentamos a quantidade e reduzimos a qualidade. Priorizamos o sabor e a aparência do prato, subestimando seu conteúdo e efeitos orgânicos.
Mas, o que alimentação tem a ver com espiritualidade? Podemos delinear alguns paralelos pela analogia existente entre corpo, alma e espírito. Recebemos muitos alimentos espirituais que podem estar contaminados. Entretanto, não nos preocupamos com isso, enquanto não surgem sérios sintomas dos males adquiridos. 

DELÍCIAS IMUNDAS

Não estamos sujeitos à lei de Moisés, mas existem nela muitas lições espirituais para nós. Por exemplo, Deus proibiu que os judeus comessem a carne de diversos animais classificados como imundos (Lv.11). Aquele povo não tinha conhecimento das contaminações invisíveis contidas naqueles “alimentos”. Portanto, deveria obedecer, mesmo sem compreender. Algum israelita poderia argumentar: “Senhor, mas este porquinho está limpo. Eu mesmo dei um banho nele. Agora posso comê-lo”? Se Deus disse que é imundo, não vamos discutir com ele. (Não se preocupe com a carne de porco, pois o cristão está autorizado a comer qualquer tipo de carne vendida no açougue – ICo.10.25). Entretanto, devemos nos preocupar com as imundícias do mundo que estamos lavando com nossas justificativas racionais para depois consumi-las sem restrições. Filmes, novelas, documentários, noticiários, shows, músicas, livros, revistas, jornais, desenhos animados, obras de arte, etc podem conter muito mais do que aquilo que gostaríamos. Existe uma mentalidade por trás de tudo isso, incluindo ideologias, propagandas diversas, inclusive com uso de mensagens subliminares. Não estou dizendo que vamos rejeitar sumariamente todas essas coisas, vivendo alienados. Se assim fosse, precisaríamos de muitos monastérios para a reclusão cristã. Este não é o ensinamento bíblico. O que precisamos, entretanto, é julgar todas as coisas (não as pessoas) e rejeitar aquilo que for abominável ou inaceitável, conforme os parâmetros da palavra de Deus.
A consciência, que também pode nos ajudar, funciona de modo semelhante ao olfato. Mesmo sem colocar um alimento na boca, é possível que já tenhamos um discernimento nasal a respeito das condições do mesmo. O que nos incomoda é, geralmente, inadequado ao consumo.
Existem ainda outros tipos de contaminação que vêm através de ensinamentos religiosos. Certa vez, o Mestre disse: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu” (João 6.51). Em outra ocasião, avisou: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus” (Mt.16.6,11,12).
O pão utilizado nas ilustrações bíblicas é o ázimo, ou seja, sem fermento. Este era o pão que os judeus comiam durante a páscoa e colocavam em alguns tipos de ofertas no tabernáculo (Ex.12.8,15,17,18,20,39; Ex.13.6-7; Lv.2.4). Quando Jesus disse “este é o meu corpo”, tinha pão sem fermento em suas mãos (Lc.22.1,19). Fermento não é alimento, mas encontra-se misturado a ele, podendo, em alguns casos, indicar um estado de putrefação do mesmo. Afinal, fermentação é um dos sinônimos de decomposição. Seu efeito exterior pode ser o crescimento, mas isto não é necessariamente positivo. O fermento, mesmo em pequena quantidade, produz grande influência. Depois de colocado, torna-se difícil retirá-lo. Portanto, como disse Jesus, precisamos de toda cautela (Mt.16.6). “Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa? Expurgai o fermento velho, para que sejais massa nova, assim como sois sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado. Pelo que celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade” (ICo.5.6-8).
O nosso problema é julgar as coisas pela quantidade. Pensamos que um pouquinho de veneno não nos fará mal. São assim as influências pecaminosas recebidas de bom grado todos os dias até que seu efeito cumulativo comece a se manifestar.
“Não vos enganeis. As más conversações corrompem os bons costumes” (ICo.15.33). O que era o fermento dos fariseus? Sabemos que eles eram mestres e não padeiros. O referido fermento era sua doutrina, seus ensinamentos, cujas receitas incluíam a lei de Moisés contaminada por tradições religiosas (Mt.16.12). Assim alimentavam o povo.
Em todas as épocas, começando de Gênesis 3.1, a palavra de Deus, ao ser repetida, tem sofrido alterações e acréscimos desnecessários, mas que atendem aos interesses de alguns. Atualmente, os aditivos são muitos, com enfoques materialistas e místicos, na contramão do ensino bíblico. Nesse aspecto, se algo nos incomoda, não significa, a priori, que esteja errado, mas este já deve ser motivo suficiente para que busquemos os fundamentos bíblicos do ensino, caso existam (At.17.11). É evidente que ainda existem muitos que falam a palavra de Deus sem adulterá-la.
Precisamos examinar o que temos recebido como alimento em todo o tempo. Tudo o que vemos e ouvimos alimenta a nossa alma. Um pouquinho de veneno diluído naquilo que recebemos pode nos conduzir à morte.
“Pois o ouvido prova as palavras, como o paladar experimenta a comida” (Jó 34.3). Não temos como garantir a assepsia e pureza absoluta dos alimentos que comemos, mas isto não significa que vamos comer qualquer coisa, em qualquer lugar e de qualquer forma. Assim, precisamos cuidar também daquilo que recebemos em nossa alma ou espírito. A alma se alimenta das coisas deste mundo. O espírito se alimenta da palavra de Deus. Não sairemos do mundo (por enquanto) (ICo.5.10; João 17.15), mas devemos ser seletivos quanto ao que aceitamos dele (ICo.7.31). No que se refere ao espírito, precisamos ser cuidadosos com a composição e procedência da palavra ou doutrina que recebemos. Assim como nem todo aquele que diz “Senhor, Senhor” entrará no reino dos céus (Mt.7.21), também ocorre que nem todos os que utilizam a bíblia são servos de Deus.
Vamos comer qualquer alimento que encontrarmos no chão? Não comeremos. Assim também, não serão do nosso interesse os ensinamentos “bíblicos” vindos de fontes indignas de crédito (seitas diversas). O próprio Satanás usou a bíblia para tentar o Senhor Jesus (Mt.4.6).
Portanto, filhos de Deus, “comei em casa”. Cuidado com os pratos oferecidos em qualquer esquina. Acautelai-vos das alfarrobas deste mundo. Na casa do Pai há pão com fartura (Lc.15.16-17). Não participeis da mesa dos demônios (ICo.10.21). Controlai o apetite da carne e não vos lembreis das comidas do Egito (Nm.11.5). Quem tem ouvidos para ouvir ouça (Mt.13.9). 

O MELHOR ALIMENTO

Quantos ensinamentos malignos já recebemos? Não temos como saber a exata extensão dos males que se encontram profundamente arraigados em nossas almas. Sabemos, porém, que Deus providenciou o antídoto. “Achando-se as tuas palavras, logo as comi; e as tuas palavras eram para mim o gozo e alegria do meu coração” (Jr.15.16). Recebamos diariamente a santa palavra de Deus, pois ela é poderosa para renovar a nossa mente mediante a operação do Espírito Santo. Por sua falta, muitos estão fracos e com a saúde espiritual comprometida. Devemos ler a bíblia, estudá-la, meditando sempre acerca dos seus divinos ensinamentos. Assim, nossa mentalidade será transformada e ninguém poderá arrancar dos nossos corações a semente divina. Seus efeitos serão gloriosos, produzindo em nós o fruto do Espírito e uma vida agradável ao Pai celestial. Melhor do que conhecer a palavra de Deus é praticá-la, seguindo o exemplo do nosso Senhor Jesus Cristo. “Entrementes, os seus discípulos lhe rogavam, dizendo: Rabi, come. Ele, porém, respondeu: Uma comida tenho para comer que vós não conheceis. Então os discípulos diziam uns aos outros: Acaso alguém lhe trouxe de comer? Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra” (João 4.31-34).

quinta-feira, 22 de março de 2012

A IMITAÇÃO DE CRISTO

Pr. José Nogueira


Em algum lugar, neste momento, no planeta terra, é quase certo que o Anticristo esteja vivo, esperando a sua hora. Sensacionalismo barato? Longe disto! Aquela semelhança é baseada numa avaliação sóbria dos eventos atuais em relação às profecias bíblicas. Um homem maduro, provavelmente ativo na política, talvez até um líder mundial admirado cujo nome está quase todos os dias na boca do povo. Ou ele poderia ser dono de uma corporação multinacional, um banqueiro internacional muito rico e pouco conhecido a trabalhar nos bastidores, ou um herói do esporte – ou ele poderia surgir repentinamente do anonimato total. Em algum lugar ele está sendo moldado meticulosamente, embora provavelmente não saiba nada além do que sabem aqueles que convivem com ele todos os dias, a respeito do último papel para o qual Satanás o está preparando e que irá, num dia memorável, possuí-lo totalmente.



Quem quer que seja ou onde quer que esteja, uma paixão domina este homem impressionante – a cobiça pelo poder. Mesmo assim, benevolência, prudência, integridade e outros princípios admiráveis marcam com destaque a sua aparência. Certamente ele não aparenta ser pior do que média da maldade tolerada no nossa sociedade amoral. É possível que neste ponto em sua vida esteja convencido que os seus motivos sejam todos puros e em nada egocêntricos.



A obsessão que leva este homem extraordinário a ser bem sucedido em tudo que faz ou comanda tem feito reluzir suas brilhantes qualidades e realçar seu carisma explosivo que o faz um “Messias” escolhido por Satanás, para dominar o mundo. Da mesma forma que Judas cobiçou o dinheiro e tornou-se vulnerável a Satanás, também a paixão que este homem tem pelo poder o tem feito similarmente vulnerável. Satanás tem visto nele alguém, por meio de quem poderá ser efetivada uma traição ainda maior contra Cristo. O Anticristo é tão dirigido pelo seu sonho de dominar – talvez, aos seus próprios olhos, para salvar – o mundo, que ele pagará qualquer preço, para deixar sua marca na história. Isto foi predestinado e assim será.
Anticristo! A mídia tem condicionado as nossas mentes de tal maneira que esta palavra sozinha já traz à nossa mente uma figura horrível e sinistra de um homem que expele coisas nojentas por todos os poros. Mas as caricaturas de Hollywood são peças importantes que fazem parte do jogo comandado pelo verdadeiro Anticristo para que nenhuma suspeita seja levantada contra este cujas qualidades admiráveis escondem seus desígnios escusos. Quando a hora de sua ascensão ao poder chegar – isso será bem no meio de uma crise global sem precedentes – ele será ovacionado como salvador do mundo, e tal qual ele parecerá ser.



O apóstolo Paulo adverte quanto alguns conceitos populares equivocados e menciona um fato incrível em 2 Coríntios 11:14-15 ”e não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim dele será conforme as suas obras.“ Também o Anticristo não é um ordinário “ministro“ de Satanás. Então precisamos estar certos de que ele aparecerá como sendo o mais puro ”anjo de luz“ que Satanás pode produzir. De fato, seu próprio título contém esta pretensão.



Enquanto o prefixo grego “anti” geralmente é traduzido “contra” ou “oposto a” devemos nos lembrar que pode significar também “no lugar de” ou  “um substituto para”. O Anticristo vai incorporar ambos os significados. Ele se oporá a Cristo enquanto se fará passar por Cristo. A máscara que encobre sua realidade é facilitada em nossa sociedade onde a diferença entre o bem e o mal tem se tornado cada vez mais obscura e ultrapassado os limites da verdade ao ponto de muitos confundi-los ou alterná-los sob o endosso e prestígio das nossas mais renomadas universidades e seminários, que têm eliminado o conceito de morais absolutos do seu pensamento.



O mundo tem caminhado passo a passo preparando-se para o advento do “Messias” de Satanás; e em nosso momento na história isto tem produzido, pelo menos, uma geração tão pervertida e sem capacidade de discernir que chegará a confundir o Anticristo com Cristo. Em nome da liberdade e do direito de escolha, muitas nações abençoadas tem condenado à morte mais cruel suas crianças que ainda não nasceram! Têm zombado da santidade no casamento, têm se entretido com músicas e filmes centrados em temas de sadismo, Satanismo, perversões sexuais, e têm destruído milhões dos seus jovens com drogas além de estar criando e promovendo zonas delimitadas para a guerra urbana, aceitando e divulgando gangues que dão boas histórias para os filmes de violência gratuita que querem produzir, envenenando o planeta com o sangue de suas próprias veias. Logo o mal plantado estará pronto para ser colhido!



Ainda que estejamos esperando uma devastação ecológica e moral num mundo caído, o que devemos esperar da igreja, quando aqueles que se chamam crentes ou até evangélicos nascidos de novo muitas vezes ouvem as mesmas músicas, assistem os mesmos filmes, vêem os mesmos programas de televisão, adoram os mesmos heróis pervertidos que são revelados por outros que seduziram o mundo com seus encantos anti-Deus. Comparados com a geração de 50 anos atrás, os homens hoje são analfabetos no conhecimento bíblico. Isto é particularmente verdade quando o assunto é profecia. Sua consciência pode ser incomodada e eles podem até proclamar arrependimento pelos seus pecados durante cultos intensos em emoção e enfáticos quanto à necessidade de um reavivamento espiritual, mas dificilmente ocorreria a alguns deles que há muito mais envolvido nisso – que a sua geração está amadurecendo em ignorância e sendo preparada para incrementar a colheita do aparecimento do Anticristo!



Anticristo? Muitas pessoas o encaram tão seriamente quanto o fazem com Papai Noel! Tudo o que sabem a respeito daquele é o que aprenderam nos bem elaborados filmes de terror. A verdade é que nada será mais macabro do que o mundo entrando em seu período de desgraça maior pensando ter entrado numa época dourada, de paz e prosperidade, sob o líder mais brilhante e benevolente da história.



Jesus advertiu que muitos viriam afirmando ser o Cristo. Os inúmeros anticristos, menos expressivos, que já estavam no mundo, como o apóstolo João explicou em 1 João 2:18, viriam preparar o caminho para o Anticristo verdadeiro que apareceria ”nos últimos dias“. Contemple a última sedução: Satanás fazendo pose de Deus, o Anticristo mascarado como verdadeiro Cristo, e, não somente o mundo, mas também uma igreja apóstata, totalmente absorvida pelo jogo do momento. Em vez de fazer um ataque frontal ao Cristianismo, o mal vai infiltrar-se e iludir, de dentro para fora, como se fosse ele a resposta, avisando as pessoas a não levarem em consideração certas mensagens bíblicas fanáticas. Ele vai ao mesmo tempo querer representar a Cristo enquanto fará de conta que é o próprio Cristo. E através daquele processo de substituição pretensiosa ele vai comprometer e perverter tudo o que Cristo verdadeiramente é. Qualquer coisa menor do que uma estratégia diabólica bem elaborada não seria digna da esperteza de Satanás.



Este cenário é todo diferente daquele alimentado na mente de muitas pessoas. Se é que chegam a crer num Anticristo literal, presumem que ele será um mal encarado tão óbvio que qualquer criança o reconheceria. A verdade é que ele será a imitação mais próxima de Cristo que Satanás pode produzir. Completamente disfarçado por sua máscara bem feita, o mundo vai recebê-lo e aclamá-lo como seu libertador. É exatamente aí que o golpe se encaixa. Se o Anticristo pretenderá, de fato, ser o Cristo, então seus seguidores precisarão ser “cristãos”. A igreja daqueles dias irá, sem voto contra, aclamá-lo como líder.



Tal perversão e sedução total estão além da nossa habilidade de imaginar. Certamente não é o que a maioria dos que povo tem sido levada a crer, muito menos o que a mídia tem implantado na maioria dos que têm acesso a ela. De fato, esta é a descrição que a Bíblia apresenta e para a qual o desenrolar dos eventos mundiais apontam.



É imediata a necessidade de que um inimaginável cenário como este apresente certos pré-requisitos para tornar-se digno de crédito: primeiramente a igreja apóstata dos últimos dias precisará tornar-se tão corrupta que irá de fato se opor ao que Cristo ensinou ao mesmo tempo e que se proclama fiel a Ele. (* Obs. Neste ponto, não deixe de ler a matéria postada abaixo. É de grande relevância para entender em que ponto estamos da descrição profética dos “últimos dias”). A mentira de Satanás precisa ser honrada como se fosse a verdade de Deus sem que os líderes da igreja que induze ao erro bem como aqueles que caíram no erro percebam que tal metamorfose aconteceu. E mais, aquela perversão deverá ter acontecido dentro da igreja dos ”últimos dias“, um pouco antes do aparecimento do Anticristo.


Teria Paulo dito algo diferente disto quando exortou “Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição“ (2 Tessalonicenses 2:3). Enquanto a apostasia está relacionada à uma decadência simultânea generalizada na sociedade, afetando todas as áreas da vida, desde a família até a educação, negócios e política, o agravante definitivo para tal contexto será o abandono da verdade da Palavra de Deus. A sã doutrina será desprezada (2 Timóteo 4:1-4). Para muitas pessoas a verdade objetiva terá sido substituída por emoções e experiências pessoais. Para outros, intelectualismo e dúvidas contenciosas, questões sem fim que servirão de justificativa para receber tudo aquilo que aparentará ser aceitável e racional.



Jesus Cristo, que levantou a questão se haveria fé na terra quando Ele retornasse (Lucas 18:8), usou uma linguagem semelhante a de Paulo. Quando os seus discípulos perguntaram-lhe o que caracterizaria os últimos dias antes do Seu retorno, Ele explicou que aquele seria um tempo de grande sedução da religião como o mundo jamais havia visto e jamais veria depois. Ele prefaciou seu argumento com uma exortação solene: “vede que ninguém vos engane” (Mateus 24:4; cf. 24:5,11,24). Aqueles que atentam para estes avisos não sucumbirão diante do espírito sedutor dos últimos dias.



A exemplo de um Deus que lamenta por causa da rebeldia do mundo e protela seu julgamento para dar ao homem tempo de arrepender-se, os eleitos de Deus serão dirigidos pela paixão de trazer ao mundo a Sua Verdade. Todo aquele que ama a Deus mais do que a este mundo e se submete à Sua avaliação a respeito da vida, fazendo-a valer mais do que as opiniões dos homens, este será preservado do opróbrio que varrerá o mundo. Aquele que teme a Deus e guarda a Sua Palavra não precisará temer o que os outros possam pensar, falar ou fazer contra ele.



O mundo precisará estar unido política e religiosamente para abraçar o Anticristo quando ele subir ao poder subitamente. Se o ”Cristianismo“ é para ser a religião universal na terra (o que deve ser o caso se o Anticristo declara ser o Cristo), então ele precisa ficar eclético e espaçoso o suficiente para acomodar todo tipo de fé prevalecente no mundo. Já no que diz respeito à filosofia política, o mundo precisará estar unido numa causa dupla voltada para a paz mundial e para o resgate ecológico quando este homem aparecer.



A despeito de vivermos num mundo repleto de hostilidades e de problemas políticos seríssimos, a promessa de paz na terra nunca soou tão realista como no presente. Num tempo surpreendentemente curto pode ocorrer que os homens se unam tanto ao ponto de eliminar do nosso planeta a ameaça de uma outra guerra mundial. Finalmente a paz global teria sido alcançada.



Estranho é sabermos que esta expectativa tão alimentada no mundo todo seria a introdução da maior catástrofe universal! O Anticristo estaria subindo ao podium!


Precisamos conhecer o processo e saber enumerar os eventos que parecem estar se movendo com a rapidez de quem caminha para o fim para promover a grande entrada do Anticristo no palco da história. A cortina está prestes a ser levantada para o último ato da história humana.

Enquanto Deus tem escondido deliberadamente muitos detalhes dos nossos olhos e conhecimento, Ele nos tem dito claramente, através de Sua Palavra, o que Ele quer que saibamos a respeito de como confrontar a realidade disfarçada do Anticristo, bem como a nossa atitude correta num contexto onde esta matéria é desprezada.



Profecia é um assunto difícil e muita gente tem sido iludida por se submeter a falsas interpretações. Outros pensam que a matéria é mórbida e depressiva e deva ser evitada. Mas o cenário não é de todo escuro, pavoroso e desanimador, visto que profecia oferece uma oportunidade sem precedente para aqueles que buscam entender os ”sinais dos tempos“ e estão desejosos de crer e praticar com base no que a Bíblia declara para o nosso dia a dia.



 Adaptado do Capítulo 1 do livro “Global Peace and the Rise of Antichrist “ (Paz Global e a Ascensão do Anticristo); de Dave Hunt.



ADENDO IMPORTANTE

No artigo acima, no alerta de como será o surgimento do Anticristo, é dito que “é imediata a necessidade de que um inimaginável cenário como este apresente certos pré-requisitos para tornar-se digno de crédito: primeiramente a igreja apóstata dos últimos dias precisará tornar-se tão corrupta que irá de fato se opor ao que Cristo ensinou ao mesmo tempo e que se proclama fiel a Ele”.  Ou seja, o Cristianismo, mesmo deixando na realidade de ser cristão por abandonar seus princípios bíblicos, ele permanecerá com o nome de cristão. Será uma grande incoerência, mas mesmo assim não será percebido tal disparate, pois o mundo perderá qualquer capacidade de discernir o certo do errado, o bíblico do antibíblico, o que é ser cristão do anti-cristianismo. As pessoas simplesmente serão completamente cegas, incapazes de notar, de indignar-se e de reagir.

Alguém, ao ler esta declaração, pode dizer que isso é impossível, que é um exagero pois as pessoas não podem ficar ou se tornar assim tão obtusas espiritualmente. Mas, isso já está acontecendo hoje bem diante de nossos olhos e as pessoas não enxergam. Leia a matéria abaixo, publicada num site secular “Mídia Independente”, e exerça seu próprio discernimento espiritual:



Bispos Católicos Admitem Incoerência com a Bíblia



Três Bispos Católicos, após examinarem cuidadosamente a Bíblia (que eles chamam "aquele livro, a bíblia") descobrem que as doutrinas do Catolicismo são muitas vezes diferente (da Bíblia) e, até, contrárias.



Em 1553, o Papa Júlio III, Giovanni Maria del Monte (1550-1555), convocou três bispos, dos mais sábios, para lhes confiar a missão de estudarem com cuidado o problema relativo à Bíblia e de apresentarem depois sugestões cabíveis. Os nomes dos bispos eram: Vicentius De Durtantibus, Egidus Falceta, Gerardus Busdragus. Ao final dos estudos, eles apresentaram ao papa um documento intitulado Direções Concernentes aos Métodos Adequados a Fortificar a Igreja de Roma. Tal documento está arquivado na Biblioteca Imperial de Paris, Fólio B, Número 1088, Volume 2, págs 641-650. O trecho final deste ofício é o seguinte:



"Finalmente, de todos os conselhos que bem nos pareceu dar a Vossa Santidade, deixamos para o fim o mais necessário, nisto Vossa Santidade deve por toda a atenção e cuidado de permitir o menos que seja possível a leitura do Evangelho, especialmente na língua vulgar, em todos os países sob vossa jurisdição. O pouco dele que se costuma ler na Missa, deve ser o suficiente; mais do que isso não devia ser permitido a ninguém. Enquanto os homens estiverem satisfeitos com este pouco, os interesses de Vossa Santidade prosperarão, mas quando eles desejarem mais, tais interesses declinarão. Em suma, aquele livro, a bíblia, mais do que qualquer outro tem levantado contra nós estes torvelinhos e tempestades, dos quais meramente escapamos de ser totalmente destruídos. De fato, se alguém o examinar cuidadosamente, logo descobrirá o desacordo, e verá que a nossa doutrina é muitas vezes diferente da doutrina dele, e em outras é até contrária a ele; a qual se o povo souber, não deixará de clamar contra nós, e seremos objetos de escárnio e ódio geral. Portanto, é necessário tirar este livro das vistas do povo, mas com grande cuidado para não provocar tumultos. (Bolonha, 20 de outubro de 1553)"